InglêsEspanholItalianoFrancês


  Primeira página
  Solidariedade
  Consciência
  Ciência & Cultura
  Natureza & Nós
  Arte & Diversão
  Crônicas & Opinião
  Saúde & Bem-Estar


Nome:

E-mail:

 
Tamanho da Fonte: A A A
 
Síndrome do pânico
 
Autor(a): Sonia Rocha

A Síndrome do Pânico (SP) hoje está disseminada. Acomete milhões de pessoas no mundo todo. Há muitos fatores que favorecem essa pandemia. Sem dúvida nenhuma, pode-se afirmar que pelo menos dois contribuem para isso. Primeiro, o frenesi do cotidiano, com excesso de informações e cobranças sociais, gerando alto nível de estresse. O segundo fato que explica a explosão de casos de SP não se refere a um motivo da doença em si, mas à facilidade que temos hoje de falar mais abertamente sobre o problema.

Manter-se no emprego, enfrentar o trânsito, ir às compras, pagar as contas, ouvir noticiário, criar filhos, são exemplos de situações estressantes. Estresse sempre vem acompanhado de ansiedade, causa primária do pânico. Quando menos se espera, lá vem a crise. Chega de repente, aparentemente sem motivo específico. Começa com uma sensação desagradável, um medo indefinido de algo desconhecido, vai crescendo e foge do controle. Aí surgem os sintomas: boca seca, sudorese, taquicardia, falta de ar, ondas de calor e frio, formigamento, dor no peito, tremores, sensação de perigo eminente, etc. Parece que a vida vai terminar ali. A pessoa tem a impressão de que está enfartando, tendo um derrame ou qualquer outra doença fatal. Apesar do medo ser infundado, o sofrimento é bem real. A crise geralmente é muito rápida . E não se tem notícia de ter sido a “causa mortis” de qualquer pessoa. Portanto, essa é uma informação que deve ser registrada. Crise de pânico NÃO MATA. Mas judia, e muito.

Se não for tratada, posteriormente desenvolve-se o Transtorno do Pânico (TP), quando a pessoa começa a ter medo de sentir medo. Nessa fase começa a se esquivar de diversas situações que antes faziam parte do seu contexto. Perde o prazer, deixa de trabalhar, viajar, sair de casa. Sem tratamento adequado, a tendência é piorar, chegando ao ponto de prostrar a pessoa na cama, vivenciando profunda depressão. De fato, parece que nada mais importa. A vida acabou. O medo contamina todos os pensamentos e sentimentos e se transforma em fobia.

As pesquisas mostram que as mulheres são mais propensas. Provavelmente porque falam mais sobre sentimentos, muito mais do que os homens, e, diferente das gerações passadas, estão mais expostas às ansiedades cotidianas, acumulando profissão e trabalho doméstico. Sem falar que o “sexo frágil” tem a liberdade de sentir medo. O “sexo forte”, não. Embora as mulheres sejam as mais atingidas, lidar com a SP é mais complicado para os homens, (não é fácil para um homem admitir que sente medo).
Tem cura? Precisa de medicamento?


Sim, tem cura e medicamento com acompanhamento médico é necessário.

Quando a crise começa, ocorre uma desordem nos neurotransmissores cerebrais. O medicamento vai proporcionar um alívio para essa desordem. Devido à grande variedade de medicamentos, a escolha do mais indicado cabe ao médico.

Para garantir que a cura se estabeleça será necessário tratar também, e principalmente, o aspecto emocional. Psicoterapia e terapias auxiliares são de grande ajuda. Praticar atividades físicas é uma boa medida. Quando nos exercitamos nosso cérebro produz a serotonina, o neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. Alguns alimentos e ações também colaboram no aumento da serotonina: banana, chocolate, tomate, fazer sexo, tomar banho de sol. A ressalva é: não exagerar na comida, usar camisinha e filtro solar.

Como se vê, caminhos existem, e todos levam, senão à cura (ocorre em 80 a 90% dos casos), pelo menos ao alívio, diminuindo significativamente os sintomas.

Mas, a pergunta é: como alguém em estado de alto nível de ansiedade ou depressão, com medo até de sair de casa, vai encontrar energia para dar o primeiro passo?

Por isso é importante tomar o medicamento. É o ponto de partida para o caminho da recuperação. Às vezes o medicamento parece não fazer efeito, ocasionando o abandono do tratamento. Mas é só uma questão de ajustes. Um bom profissional vai avaliar o custo-benefício de uma possível troca na medicação, alteração na dose ou o que seja necessário, mas é fundamental que o paciente seja persistente.

Não dá para negar... todo começo é difícil.
Terapias complementares dão suporte para o início da caminhada em direção à cura. Os Florais de Bach têm sido muito utilizados, com excelentes resultados.
Embora nem sempre a pessoa ansiosa desenvolva a Síndrome do Pânico, a ansiedade é o estopim da crise.
Como foi dito, medicação e terapia são essenciais.

Alguém que está numa crise de ansiedade, dificilmente conseguirá seguir instruções, principalmente quanto à posologia proposta no tratamento com florais (4 gotas 4 vezes ao dia). Um Rescue nessa fase será de grande ajuda. Como já foi exposto em outros textos, Rescue é o floral que vai equilibrar o estado emocional, fazendo aflorar as forças necessárias para que as outras essências sejam melhor assimiladas. Então, mais harmonizado e consciente, é possível dar início ao tratamento propriamente dito, com as essências específicas para cada caso.



ASPEN: atua sobre o medo de causas desconhecidas. Maus pressentimentos, premonições, superstições.

CHERRY PLUM: no estado negativo, a pessoa sofre com o medo de perder o controle sobre a própria vontade. Sente que está perdendo o juízo e por isso acha que é capaz de fazer coisas terríveis.

MÍMULUS: refere-se aos medos de causas reais. Falar em público (timidez), viajar (acidentes), insetos e répteis, altura, lugares fechados, enfim... uma série de medos que, se não tratados, levam à fobia.

RED CHESTNUT: medo obsessivo, geralmente ligado à preocupação por algo que pode acontecer, a si ou aos outros. Neste caso a ansiedade é exagerada e a pessoa acaba sufocando os outros, seja pela preocupação com o que pode acontecer a eles, ou pela atitude negativa diante dos acontecimentos.

ROCK ROSE: é o último floral que compõe o grupo do medo. Engloba todos os sentimentos relacionados ao pânico: angústia, ansiedade, terror, choques, traumas, depressão, desespero, esgotamento, fobia.


Necessidade de acompanhamento de um especialista

É muito importante lembrar que, no decorrer do tratamento, novos sentimentos vão surgindo e as flores vão sendo substituídas. Também é necessário empenho e persistência. Um período mínimo pode levar 3 meses e chegar, na maioria dos casos, até um ano. Enfim, cada caso é único e precisa ser analisado em todas as suas nuances.

Veja um exemplo que demonstra a atuação dos florais e a importância de um acompanhamento profissional.

Paciente, mulher, 40 anos, com queixa de pânico. Medos vários: sair na rua, envelhecer, ser assaltada, doenças graves. Absorvia tudo à sua volta. Após 3 meses de Mimulus e Aspen, a melhora se mostrou quase insignificante. Aprofundando o significado do "sentir medo", ficou claro que havia um ganho psicológico (inconsciente). Sendo "doente", recebia mais atenção. Nesse estágio, outro floral se fez necessário para tirá-la da situação de "criança carente". Aspen foi substituído por Heather (grupo da Solidão). Só então as mudanças começaram a ficar evidentes e o tratamento deslanchou. Essa paciente, sozinha, não teria percebido que “usava” a doença para chamar a atenção.Outro exemplo onde as essências para o medo nem sempre são as mais indicadas.

Quando a pessoa sente medos infundados, ainda não se entregou ao pânico, mas está lutando internamente e sofrendo sem deixar transparecer. Nesse caso, pode se beneficiar com AGRIMONY (grupo da Sensibilidade excessiva a influências e opiniões), indicado para tortura mental, ansiedade interior e fuga da realidade. Não é muito fácil reconhecer um Agrimony negativo pois a pessoa camufla seu estado interior, mostrando-se alegre, bem humorada, simulando que está tudo bem. Porém, no íntimo, trava uma batalha que geralmente a leva a usar formas negativas de escapismo, excedendo-se na comida, na bebida e até mesmo outras drogas. A transformação principal ocorre quando a alegria e o bom humor passam a representar atitudes autênticas. Nesse caso, há que se trabalhar a causa da ansiedade e não o resultado desse sentimento.

Como dizia Bach, o objetivo da Terapia Floral é substituir nossos erros (defeitos) pelas qualidades (virtudes) e isso acontece num processo que caminha de acordo com o ritmo de cada paciente.

Paralelamente ao tratamento com os florais, atividades físicas ou lúdicas são de grande benefício pois já foi provado que liberam endorfinas, responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar.

E, muito importante, nunca abandonar a medicação sem consultar o profissional médico.





 


Sonia Rocha é psicóloga e atua como terapeuta floral em Ilhabela / SP.
Conheça seus blogs:

http://soniarocha-floraisdebach.blogspot.com
http://mercuriana-precisofalar.blogspot.com
E-mail:srr04@itelefonica.com.br



Para aprofundar, leia:

Título: Ansiedade, fobias e síndrome do pânico
Autor: Elaine Sheehan

Sinopse:
Milhares de pessoas sofrem de síndrome do pânico ou de alguma das 270 formas de fobias conhecidas. O livro aborda os diferentes tipos de ansiedade, fobias, suas causas e sintomas. Ensina meios práticos para ajudar a controlar o nível de ansiedade e orienta quanto à ajuda profissional quando necessária.

Nota - Para comprar o livro, clique na capa.

Para solucionar, leia também:

Título: A Arte da Felicidade

Autor: Dalai Lama

Sinopse:
Dalai Lama busca mostrar como derrotar a ansiedade e a insegurança, a contrariedade e o desânimo do dia a dia. Junto com o Dr. Cutler, ele explora facetas do cotidiano, entre elas os relacionamentos, a perda e a busca da riqueza, procurando mostrar como transpor os obstáculos da vida através de uma fonte permanente de paz interior.

Nota - Para comprar o livro, clique na capa.

 

 
Data: 03/03/2010
 
Comentários:

Clique aqui para comentar sobre esta matéria
Indique a um amigo esta matéria.

Todos os Direitos Reservados - © 2009 - www.luz-e-terra.com.br