Nos dias de hoje, a saúde e o bem-estar são um dos principais motivos de preocupação do ser humano. A cada dia que passa temos acesso a cada vez mais informações relacionadas com esta temática.
Na nossa sociedade tecnológica, começamos a nos ligarmos mais ao aspecto técnico e científico de como mantermos ou recuperarmos a nossa saúde e bem-estar e esquecemo-nos que, efectivamente, há formas bastante simples para este efeito. Temos a tendência para escolhermos as opções mais tecnicamente complicadas, quando, de facto, simplesmente o nosso bem-estar e a nossa saúde estão literalmente ao alcance das nossas mãos.
Se repararmos nos animais que vivem em estado selvagem, em geral só terminam o seu ciclo vital por velhice ou porque são predados por outros animais. Eles sempre encontram uma forma de encontrarem o seu equilíbrio na sua ligação à própria Natureza.
O Ser Humano, ao tornar-se cada vez mais intelectual, científico e tecnológico, esqueceu a parte de si que está intimamente ligada à Natureza. Definimos aqui Natureza como sendo tudo o que é criado sem a intervenção humana. Os nossos antepassados, por exemplo os egípcios, conseguiam conciliar o aspecto tecnológico da sua civilização com o aspecto natural. É do conhecimento geral a forma como os egípcios utilizavam a energia cósmica para determinados fins. Aliás, as próprias pirâmides que construíram tinham a finalidade de captar e ampliar a energia captada do Universo com o propósito de conservarem os corpos mumificados. Também os seus templos eram construídos com a finalidade de estabelecer uma ligação ao Cosmos e à energia cósmica a fim de que os iniciados das suas escolas de mistérios tivessem mais facilidade de meditação e de acesso aos reinos espirituais, porque entendiam que o bem-estar, a saúde e a evolução espiritual estavam intrinsecamente relacionados com a sua ligação à natureza e aos Cosmos.
Podemos constatar através dos nativos norte-americanos que a ligação à natureza e ao Universo era, e ainda é, o factor essencial para a sua cura, bem-estar e desenvolvimento interno.
Neste sentido, surgiu no Japão no final do séc. XIX um homem de nome Mikao Usui que se debruçou sobre esta temática, questionando inclusive a forma e o método pelo qual mestres de outrora conseguiam curar através da imposição das mãos (e.g. Buddha, Jesus Cristo, entre outros). Também entendeu que qualquer ser humano deveria possuir naturalmente em si esta competência, que em última análise, teria sido «esquecida» em virtude do seu progressivo desligamento da Natureza e do Cosmos e da sua evolução intelectual, científica e tecnológica.
Através de um intenso trabalho, inclusive interior, ele descobriu como aceder à energia cósmica universal para repormos as nossas reservas de energia, recuperarmos e mantermos a nossa saúde e bem-estar geral – ao que ele apelidou de Reiki – que traduzido significa Energia Vital Universal ou Energia Divina conectada à energia vital do indivíduo. A técnica é bastante simples, basta que o facilitador aproxime as mãos da pessoa receptora com a intenção de que flua Reiki.
Não nos vamos debruçar aqui e agora sobre como ele o fez, vamos antes referir em que sentido o Reiki pode influenciar o nosso bem-estar e actuar sobre as nossas doenças, promovendo a cura.
Segundo a tradição oriental, os humanos são compostos por cinco corpos interligados entre si: o corpo físico – denso e palpável; e mais quatro corpos – subtis e praticamente invisíveis aos olhos da maioria de nós – o corpo etérico, o corpo emocional, o corpo mental e o corpo espiritual, por esta ordem desde o corpo físico.
Para sabermos como o Reiki funciona, é conveniente explicar sucintamente em que consistem estes corpos subtis, uma vez que é nestes que o Reiki vai actuar em profundidade. Já o povo Guarani do Brasil diz que não há doenças físicas, somente espirituais que, se não forem detectadas e tratadas atempadamente, acabam por se manifestar nos corpos que se situam abaixo deste: o mental, o emocional, o etérico e o físico. Quando a manifestação do desequilíbrio chega ao corpo físico ele já percorreu, a seu tempo, todos os corpos subtis.
Assim, podemos dizer que o corpo etérico é aquele que serve de interface entre o corpo físico e os corpos subtis. É este o responsável pelo fluir da energia e fazer as ligações entre os vários centros energéticos – chakras. Podemos comparar o corpo etérico ao sistema circulatório do corpo físico, em que o coração é um centro que bombeia o sangue e as veias, artérias e capilares recebem-no para manter todos os órgãos em bom funcionamento. Os chakras são centros de distribuição de energia que a difundem pelo corpo etérico através de canais energéticos denominados meridianos e nadis. Havendo algum mau funcionamento num destes centros, ou bloqueio em algum canal energético, a energia não flui de forma suficiente, de maneira que a área do corpo físico relacionada com esta área do corpo energético vai ser afectada, criando desequilíbrios que podem transformar-se, com o tempo, em doenças, muitas das vezes graves e com consequências pesadas.
O Reiki flui através das mãos do facilitador para os centros e canais energéticos, eliminando qualquer bloqueio que esteja a impedir a livre circulação da energia vital do receptor e a pôr em causa a saúde e o bem-estar do mesmo.
Mais uma vez salientamos que efectivamente o que está a ser tratado e reequilibrado é o corpo energético do receptor e não o corpo físico. O corpo físico apenas vai reagir e adaptar-se novamente à energia vital que está fluindo pelos corpos subtis e vai eliminar de forma natural qualquer substância que foi gerada pela anterior ausência de energia e que está a provocar o desequilíbrio.
Uma vez que o Reiki actua nos corpos subtis, é comum, logo que é iniciado o tratamento, que o receptor da energia comece por demonstrar um relaxamento profundo e até adormeça durante o processo. Geralmente, no final do tratamento a pessoa tem a sensação de estar mais leve, com uma capacidade de concentração mais elevada e profundamente mais relaxado e tranquilo.
Durante o tratamento são eliminados bloqueios nos corpos mental e emocional de maneira que a prática continuada irá fazer com que o bem-estar e a saúde do receptor se mantenham sem grandes oscilações.
É natural que voltem a surgir alguns bloqueios que, em geral, advêm de formas-pensamento negativas que temos sobre nós ou sobre o que nos é externo, que vão provocar um consumo exagerado e desnecessário da nossa energia vital e criar oscilações no fluxo da energia que percorre o nosso sistema energético.
Para evitar que isto ocorra, é necessário que o receptor da energia reflicta sobre o motivo, ou pelo menos qual foi o acontecimento ou emoção que desencadeou o desequilíbrio, e o procure rectificar, ou rectificar a origem do mesmo, para que aquela desarmonia não se torne recorrente.
O Reiki, como actua profundamente sobre os corpos subtis, é muitas vezes aconselhado a pessoas que estão a passar por determinados ajustes ao nível psicológico e emocional, facilitando e promovendo a eliminação das manifestações desses ajustes (e.g. ansiedade, stress, depressão, etc.).
Uma alternativa a estar constantemente recebendo tratamentos de Reiki, é o próprio receptor tornar-se ele mesmo um canal da energia vital. Este processo é bastante simples, mas requer a intervenção de uma pessoa devidamente qualificada e habilitada para o fazer – o que denominamos de um mestre e professor de Reiki.
A função do mestre e professor de Reiki é abrir os canais centrais da pessoa, estabelecendo uma ligação permanente com a fonte da energia, e ensiná-la a tirar o máximo de vantagens do uso da mesma. Pode parecer que qualquer pessoa pode canalizar energia vital, e isso é verdade. Não há limite de idade para ser um canal de energia vital, é uma prática que pode ser exercida por qualquer pessoa, desde crianças a idosos. Também não são necessárias competências espirituais, mentais ou psíquicas para o efeito, nem ser saudável. É somente necessário que voluntariamente a pessoa dê um passo consciente para se tornar um canal de energia vital para seu benefício e, em última instância, para benefício dos outros.
Apesar da facilidade de acesso à fonte da energia vital, este não é um processo que seja alcançável facilmente de forma individual. Há casos em que pessoas que, não se submetendo previamente ao processo de ligação através de um mestre e professor habilitado, canalizavam energia para outras pessoas e deixaram-nas ainda mais doentes. A explicação é que a pessoa estava a canalizar a sua própria energia vital e não Reiki, de maneira que a energia transferida não está completamente isenta de impurezas e o próprio fica, na maioria das vezes, carenciado de energia vital para si, ficando vulnerável à posterior manifestação de desequilíbrios.
Quando um facilitador devidamente iniciado neste processo canaliza Reiki, a energia que ele transfere para o receptor nunca é a sua, mas serve de canal da fonte de Reiki para o receptor. Desta forma, transfere energia limpa e nunca ficará ele mesmo debilitado e carenciado de energia. Também o próprio facilitador acaba por beneficiar, porque o seu corpo energético também está recebendo Reiki durante todo o tratamento que está a facilitar ao receptor. 
O processo de canalizar Reiki tem tanto de simples como de eficaz. Há casos de cura de determinadas doenças através da aplicação de Reiki. A própria medicina convencional já está reconhecendo os benefícios desta forma de cura. Há até já médicos, psicólogos e técnicos de saúde que se tornaram facilitadores de Reiki e que complementam a sua prática de medicina convencional com a aplicação de energia vital. Outros há que, não sendo facilitadores, recomendam tratamentos de Reiki aos seus pacientes. Há inclusive hospitais (e.g. Grã-Bretanha, França, Espanha – e agora a dar os primeiros passos em Portugal) que já disponibilizam espaços para que facilitadores tenham a possibilidade de disponibilizar Reiki aos pacientes que assim o desejarem.
Apesar desta abertura, a maioria dos técnicos de saúde ainda estão muito fechados à prática e à aplicação de Reiki, uma vez que o método experimental é de difícil implementação e não se podem tirar verdadeiros resultados científicos da sua aplicação.
Lentamente, mas felizmente, o Homem está a voltar a reconectar-se com a Natureza e a sua origem cósmica, beneficiando tanto da tecnologia e da ciência, como do que o Universo tem disponível para si. Notando-se, assim, uma progressiva aproximação entre as terapias naturais e holísticas com as terapias de carácter científico.
Infelizmente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) ainda não reconhece a prática do Reiki como uma forma de medicina complementar e alternativa, conforme reconhece outras. Isto comprova-se, por exemplo, pela documentação que a OMS disponibilizou recentemente à Associação Portuguesa de Reiki. Mas esperamos que num futuro próximo esta situação se reverta e o Reiki possa fazer parte das inúmeras especialidades de cura disponíveis para os humanos restabelecerem a sua saúde e recuperarem o seu bem-estar.
Esperamos que em breve as clínicas e hospitais tenham consultas e tratamentos de Reiki na sua lista de especialidades terapêuticas, como têm de psicologia, psiquiatria, gastrenterologia, otorrinolaringologia, entre outras.
Al Rama Lahan
Orientador espiritual. Professor e facilitador de várias correntes de terapias naturais e energéticas, de aulas de ascensão e de desenvolvimento pessoal e espiritual e de psicologia transpessoal. Fundador do sistema energético Svargya e fundador e presidente do Templo da Nova Era no plano interno e externo.
Email: alramalahan@gmail.com
Websites: http://www.templonovaera.org e http://www.svargya.org
Para aprofundar, leia obras de Walter Lübeck, mestre de Reiki:
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Título: Reiki, um Caminho (distribuído em Portugal)
Autor: Walter Lübeck
Sinopse:
A verdade, o amor universal e o conhecimento são, segundo Walter Lübeck, as características fundamentais do Reiki. Todo o ser humano deseja, do fundo do coração, alcançar a pura verdade e o puro amor. A força Reiki estimula o organismo de forma integral, purificando-o. Através da força vital universal, podemos libertar a energia emocional que possuímos mas que se encontra bloqueada. O Reiki pode ser o primeiro passo para um intenso despertar físico e pode também desencadear um profundo processo de renovação orgânica. Este despertar e esta renovação são condições indispensáveis para dar o passo seguinte: encher o nosso corpo com a força vital universal necessária para iniciar um processo de crescimento físico, mental e espiritual. Reiki, Um Caminho é um convite maravilhoso para viajar por um caminho de muitas vias em direcção ao autoconhecimento.
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Título: As mais belas técnicas de Reiki (distribuído no Brasil)
Autores: Walter Lübeck e Frank Arjava Petter
Sinopse:
Os mestres de Reiki, mundialmente conhecidos, Walter Lübeck e Frank Arjava Petter apresentam as técnicas ocidentais do Reiki e colocam nas mãos dos praticantes de Reiki um instrumento valioso, para que possam usá-lo objetiva e eficientemente como proteção e também para a cura. Há técnicas para o primeiro, o segundo e o terceiro graus - com o primeiro grau de Reiki, despertam-se e assumem-se as responsabilidades por si mesmos; aqui, o corpo e o tratamento pessoal ocupam o primeiro plano. O segundo grau de Reiki transmite as técnicas para o tratamento da cura à distância; o trabalho de afirmações e do karma apontam a direção. Com o terceiro grau, o grau do mestre, trata-se de sentir como parte do grande todo e de desenvolver a consciência cósmica.
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