A alimentação desempenha um papel fundamental na sobrevivência humana. No entanto, raramente reflectimos sobre o que efectivamente ingerimos. Muitas vezes somos levados pelos estímulos dos sentidos e parece que o nosso corpo está a «pedir» exactamente aquele alimento naquele preciso momento.
Efectivamente não é o nosso corpo que está a pedir nenhum tipo de alimento, mas sim a nossa mente que executa uma determinada programação. Como a maior parte dos humanos não consegue um controlo, mínimo que seja, sobre a sua mente, dá a impressão que é o corpo que deseja determinadas coisas, mas tal não é verdade.
Na sequência deste controlo do nosso corpo pela nossa mente, muitas vezes somos levados a consumir alimentos que não dispomos da mínima ideia de como seria importante não os consumir.
Sabemos que os dois sentimentos e energias básicas do ser Humano – o Amor e o Medo – estão escritas em cada um de nós ao nível celular, de maneira que uma reacção de medo é quase sempre involuntária e automática numa situação de perigo e que ponha em risco a sobrevivência. Agora, levantamos aqui a questão: será que nos animais não existem também estas duas energias ao nível celular?

Desde que se iniciou a industrialização da carne animal e dos seus derivados, desde o processo de reprodução ao abate, passando inevitavelmente pela alimentação deles, que o Homem tem vindo a obter chamadas de atenção para o seu consumo; sem, no entanto, se aperceber destas.
Todo o processo de industrialização da alimentação baseia-se na rentabilização máxima da produção e da obtenção de lucro. Desta forma são aproveitados todos os recursos disponibilizados pela ciência e pela tecnologia para a obtenção do máximo lucro – desde a utilização de hormonas até ao aproveitamento dos resíduos dos animais abatidos para a elaboração de rações que serão novamente introduzidas na alimentação dos animais, passando pela forma como estes são criados, a maioria das vezes, em cativeiro.
Um animal em cativeiro e sujeito a uma alimentação artificial – utilizando hormonas, rações e outras substâncias que não são extraídas pelo próprio animal do seus meio ambiente natural – tem um desenvolvimento físico, mental e emocional completamente diferente de outro criado em condições ambientais naturais.
Esta artificialização do processo de criação dos animais irá produzir desarmonias ao nível celular que no final serão transmitidas aos consumidores. Só pelo facto de o animal não se encontrar livre e no seu habitat natural irá desenvolver medo que ficará bem activo na informação do seu ADN a nível celular. Se a isto adicionarmos a alimentação artificial e os adjuvantes de crescimento, como as hormonas, só poderemos dizer que estamos a produzir um autêntico cocktail que em nada beneficiará a nossa saúde, quer seja ao nível físico, quer seja ao nível mental e emocional.

Muitas doenças têm surgido nos animais nas últimas décadas (e.g. gripe das aves, gripe suína, encefalopatia espongiforme bovina (BSE), entre outras) que nos têm alertado para a forma errada como estamos a criar os nossos animais.
Se efectivamente não ficasse nenhum resíduo ao nível celular – e não falamos de resíduos meramente biológicos – então como se explica que mesmo após o abatimento de um animal com BSE haveria a probabilidade de infectar um humano que consumisse a sua carne?De facto, não permanecem apenas resíduos biológicos – bactérias ou vírus – mas também resíduos energéticos do medo pelo qual passou este animal; e assim como são transmitidos os resíduos biológicos, também são transmitidos os resíduos energéticos.
Não podemos olhar para um animal como se ele fosse apenas um corpo para consumo, porque este tem também emoções e processos mentais. Assim como no Homem as energias do medo produzem desarmonias ao nível celular e mais tarde a manifestação biológica de doenças, o mesmo acontece nos animais.

O Homem não tem a necessidade de consumir a carne dos animais, podendo extrair todos os nutrientes, necessários à sua alimentação, das plantas e, em último recurso, do leite e ovos produzidos em excesso por estes.O Homem, ao afastar-se da Natureza, levou consigo os animais que desde o início estão com ele para lhe fazer companhia e tornar este Planeta mais belo e harmonioso.
Ao deixarmo-nos levar pelo entusiasmo do lucro, deixamos de respeitar a Natureza e acima de tudo a nós próprios, criando cada vez mais doenças que deterioram todo o nosso sistema bio-psico-espiritual.
É urgente e necessário que façamos uma reflexão sobre a forma como criamos os nossos animais.
É urgente e necessário que façamos uma reflexão sobre a real necessidade de consumirmos e ingerirmos a carne e os derivados desta, extraídos de animais que só surgiram neste planeta para o tornar mais belo e harmonioso e para nossa recriação e companhia.
As chamadas de atenção cada vez se tornam maiores e mais profundas, mas o Homem continua a preferir ignorá-las para a obtenção de um lucro que no final é ilusório, porque terá que ser aplicado na recuperação do que foi destruído, desde o meio ambiente até à saúde.
Por outro lado há uma pressão cada vez maior para o consumo de carne por parte dos seus «produtores», há uma busca cada vez maior pela industrialização do processo de produção e pelo lucro daí resultante. Nesta Nova Era de despertar espiritual em que estamos entrando é necessário e obrigatório que não esqueçamos que a harmonia e evolução deste planeta passam também pelo respeito à Natureza e aos seres que Nela são os mais evoluídos – o reino animal. Não poderá haver evolução humana sem haver uma posição de respeito pelos reinos mineral, vegetal e animal deste planeta. Muitas vezes pensamos que somos seres evoluídos e que queremos evoluir ainda mais espiritualmente, mas esquecemo-nos que toda a Criação surgiu com um propósito. Esquecemo-nos que os animais não foram criados para servir os nossos interesses, sejam eles de alimentação ou lúdicos.

O Ser Humano dito «evoluído» tem escravizado e explorado imoralmente todos os recursos deste planeta e não tem reflectido sobre as consequências dos seus actos. Esperamos que nesta era de despertar espiritual não nos voltemos somente para aquilo que é do espírito mas também para o que é da matéria. Que analisemos a nossa atitude para com toda a Criação.
O Homem tem se preocupado com a conquista do Espaço e a descoberta de vida inteligente em outros locais da nossa galáxia e do Universo, mas não tem olhado para a destruição que tem provocado na sua Casa actual.
Será que o Universo, sendo um Criador Inteligente, permitirá que nos desenvolvamos tecnológica e cientificamente ao ponto de podermos a vir a colonizar outros planetas sem antes termos aprendido a respeitar e a utilizar de forma equilibrada e inteligente os recursos de que dispomos neste?
Como queremos que haja evolução humana se nem sequer respeitamos os seres que têm um nível de consciência inferior ao nosso?
Al Rama Lahan
Orientador espiritual. Professor e facilitador de várias correntes de terapias naturais e energéticas, de aulas de ascensão e de desenvolvimento pessoal e espiritual e de psicologia transpessoal. Fundador do sistema energético Svargya e fundador e presidente do Templo da Nova Era no plano interno e externo.
Email: alramalahan@gmail.com
Websites: http://www.templonovaera.org e http://www.svargya.org
Título: Comida vegetariana para crianças
Autora: Sara Lewis
Sinopse:
'Comida vegetariana para crianças', de Sara Lewis, apresenta diversos conselhos práticos para as famílias que estão se iniciando nesse saudável estilo de vida, além de deliciosas receitas fáceis de preparar e que as crianças vão adorar. O livro é totalmente colorido e ilustrado, o que ajudará os pais a montarem pratos decorativos que incentivarão a garotada a comer legumes e verduras sem reclamar. Todos os dias surgem artigos e publicações nos mais diversos níveis de abordagem a respeito do consumo de alimentos de origem animal, e é cada vez maior o número de pessoas em todo o mundo que tem substituído a dieta onívora pela vegetariana, seja por preservação ambiental, respeito aos animais, filosofia de vida, ou mesmo cuidados com a saúde.
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Título: Alimentação vegetariana -- chega de abobrinha
Autor: Mestre De Rose
Sinopse:
O livro busca esclarecer alguns pontos relacionados à alimentação vegetariana - o uso do açúcar mascavo, carnivorismo, carniceirismo, omnivorismo, cerealismo, vegetarianismo, naturismo, frugivorismo - além de oferecer receitas e uma relação de restaurantes no Brasil, Argentina, Portugal e França que oferecem pratos vegetarianos.
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