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Fauna, um universo de emoções
 
Autor(a): Sonia Rocha

"A compaixão para com os animais é uma das mais nobres virtudes da natureza humana" (Charles Darwin)

Desde a Antiguidade, pensadores já se pré-ocupavam com estudos sobre a vida animal.
Aristóteles, filósofo grego (384-322 a.C.), acreditava que os animais podiam sentir emoções, aprender, memorizar e utilizar experiências vividas.

São Tomás de Aquino,(1225-1274) em sua filosofia afirmava que os animais têm emoções e que a forma de expressá-las dependia dos processos mentais, sendo estes, mais desenvolvidos nos seres humanos.

Em 1872, Charles Darwin (1809-1882), em seu livro The expression of the emotions in man and animals (A expressão das emoções no homem e nos animais), reafirmou que emoções e sentimentos como o amor, a memória, a curiosidade, a atenção e a razão, próprios do homem, existem também nos animais, só que em estado latente e pouco desenvolvidos.

Um dos expoentes da nossa época, Richard Pitcairn, escritor e veterinário, reitera as afirmações de Darwin: “É uma verdade inegável o fato de que os animais têm estados emocionais e sentimentos. Quem convive com eles pode ver isso facilmente…".

A conclusão é quase unânime. Animais são seres emocionais. E tudo que tem vida e emoção pode se beneficiar com a terapia floral, muito usada atualmente, com cães e gatos, por serem a maioria dos animais de estimação. Mas há uma infinidade de experiências que demonstram a eficiência dos florais com qualquer ser do reino animal.

É importante esclarecer que os animais domésticos vêm sofrendo uma "humanização" (cuidar do animal como se fosse gente) e que esse procedimento é muito prejudicial, pois eles perdem a identidade e passam a sofrer das mesmas coisas que os humanos sofrem. Daí aquela afirmação "é a cara do dono".

Outra informação muito importante é que somente o veterinário é capacitado para examinar, diagnosticar e prescrever tratamento médico. Os florais não substituem nenhum tipo de tratamento nem medicamento. Agem nas emoções como coadjuvantes, equilibrando-as e auxiliando para um processo de cura mais rápido. Não há contra-indicação, efeito colateral, interação medicamentosa e nem o risco de viciar o animal. Na maioria dos casos, o dono do animal também deverá se tratar, pois se não mudar suas atitudes, será difícil que o animal corresponda com mudanças no comportamento.

O floral não vai atacar a emoção negativa, que resulta em doenças ou comportamentos inadequados. O processo consiste em desenvolver e reforçar a virtude oposta. Esse é o objetivo principal da Terapia com florais de Bach.

"Não é necessário brigar com o que somos, e sim desenvolver as virtudes opostas." (Edward Bach)

Os cães e os florais de Bach – Agressividade canina

Os cães são os animais com os quais convivemos mais intimamente, e os que mais sofrem com a “humanização”. Por isso escolhi falar um pouco sobre o comportamento canino, mais especificamente sobre a agressividade.

Os cães apresentam muitas emoções semelhantes às nossas. Porém, sua capacidade para usar mecanismos psicológicos de defesa é mínima. Eles não fazem jogos para disfarçar sentimentos e nunca culpam o outro pelos erros que cometem. Mas, como ocorre nos humanos, alguns sintomas se revelam no corpo físico; outros, apenas no comportamento.

As manifestações comportamentais são muito variadas: inapetência, irritabilidade, hiperatividade, sonolência, isolamento, enfim, variam tanto quanto as causas: stress, síndrome do abandono, vícios, tristeza, velhice, gravidez psicológica, ansiedade, coprofagia, entre outras. Entretanto, a agressividade é o comportamento mais usual quando algo não está bem com o nosso amiguinho.

Vamos entender o porquê do comportamento agressivo.

Agressividade: atitude arquetípica nos animais em geral. Nos cães é herança de seus ancestrais, os lobos. A agressividade era necessária para manter o equilíbrio da matilha, definindo liderança, hierarquia e garantindo segurança e alimento. Em resumo, sobrevivência.

Supostamente, o comportamento agressivo nos cães deveria desaparecer, já que suas necessidades são supridas pelos donos. Talvez, com a "humanização", num futuro ainda distante, essa característica própria da espécie, acabe desaparecendo, mas ainda está entranhada na personalidade dos cães. A agressividade pode se manifestar em várias situações, mas sempre demonstrada com rosnados, ataques e mordidas.

A escolha do floral vai depender do motivo desencadeante da agressão: defesa de território, de alimento, de objetos; medo; dor; dominância.

Basicamente temos: Beech para a intolerância; Mimulus para os medos concretos e Rock Rose para medos do desconhecido; Cherry Plum para o descontrole; Holly para manifestações de ciúmes exagerados que levam à destruição, geralmente de objetos e Vine para controlar o sentimento de defesa territorial.

Não é fácil detectar qual é, exatamente, o estopim do comportamento, uma vez que as diferenças são muito sutis. Por isso são importantes uma observação rigorosa do animal e uma boa anamnese (com a pessoa que convive mais diretamente com o animal), antes de se indicar o floral.

Outro fator que requer atenção é saber se o animal está sadio. Uma doença pode ser a causa de processos dolorosos, portanto, uma consulta com o veterinário é imprescindível.

Todas as doenças físicas têm nos florais um grande auxílio para que o tratamento médico seja mais rápido e efetivo no processo de cura.

Há muito mais a saber sobre esse tema. Sugiro aos interessados o site http://www.greepet.vet.br/.





 


Sonia Rocha é psicóloga e atua como terapeuta floral em Ilhabela / SP.
Conheça seus blogs:

http://soniarocha-floraisdebach.blogspot.com
http://mercuriana-precisofalar.blogspot.com
E-mail:srr04@itelefonica.com.br




Para aprofundar, leia:

Título: Remédios florais de Bach para animais
Autores: Helen Graham e Gregory Vlamis

Sinopse:
Este livro apresenta a descrição de cada um dos 38 Remédios Florais de Bach e como aplicá-los no tratamento de uma grande variedade de animais domésticos - incluindo cavalos e animais de fazenda, animais selvagens e de zoológico. Ele também descreve os sintomas que cada espécie de animal pode apresentar, como também o melhor tratamento, ilustrando-o com um caso verídico apresentado por veterinários, especialistas em comportamento animal e profissionais de saúde. Também são tratados os importantes assuntos a seguir as emoções nos animais e a influência que elas exercem sobre o comportamento - os vínculos emocionais entre os animais e os seres humanos - os prós e contras de se pensar nos animais em termos humanos - O que são remédios florais e por que eles podem ser usados no tratamento de animais.

Nota - Para comprar o livro, clique na capa.

 

 
Data: 21/03/2010
 
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