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Campanha do Pnuma atinge mais de 10 bilhőes de árvores
 
Autor(a): Leda Letra (Rádio ONU em Nova York)


O total de mais de 10 bilhões de árvores plantadas foi alcançado após anúncio da Índia em integrar o projeto da agência da ONU; o segundo país mais populoso do mundo já plantou 2 bilhões de árvores desde 2007.

O governo da Índia anunciou nesta quinta-feira a adesão do país à campanha "Um Bilhão de Árvores", do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma. O país asiático plantou 2 bilhões de árvores desde 2007.

Com o anúncio, a campanha do Pnuma soma agora um total de mais de 10 bilhões de mudas plantadas em todo o mundo.


Desertificação

A Índia é uma das economias que mais crescem na Ásia e uma das maiores consumidoras de produtos feitos com madeira. Parte da população depende do trabalho no campo, utilizando as florestas de forma indevida, o que contribui para a desertificação.

Por conta da enorme pressão socioeconômica nas florestas, o governo indiano tem buscado soluções de forma ansiosa. Somente um terço das florestas da Ásia, a maioria na China e Índia, tem como fim a proteção ambiental.

A Índia instituiu um sistema de plantação de mudas para combater a degradação e proteger a agricultura.

O diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, considera maravilhoso que a Índia tenha aderido à campanha "Um Bilhão de Árvores", contribuindo para o futuro do planeta. Ele ressalta que com este tipo de solidariedade, as economias seguem em direção a um mundo sustentável e de baixo carbono.

Desde o lançamento em 2006, cidadãos de 170 países participaram da campanha. China, Etiópia, Turquia e México são as nações que mais plantaram árvores em apoio ao projeto.


Mobilização

Nos últimos meses, outras agências da ONU aderiram à iniciativa, como o Programa Mundial de Alimentos, PMA, que plantou 153 milhões de mudas para a segurança alimentar de países em desenvolvimento.

A campanha do Pnuma mobiliza também pessoas que vivem em áreas pós-conflito, com a entrega de sementes à comunidades no Afeganistão, Iraque, Libéria e Serra Leoa.

Fonte: http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese



Nota dos editores da Luz & Terra:

Queremos aproveitar esta notícia animadora vinda da ONU para chamar a atenção para um empreendimento altamente meritório no Brasil: a Apremavi, Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida.


Por que plantar florestas?

Plantar árvores e florestas tem sido uma rotina diária na vida da Apremavi. Nestes anos de atividades foram produzidas milhares e milhares de mudas de árvores nativas, que foram plantadas por milhares de pessoas, em centenas de cidades diferentes.

A maioria das árvores produzidas no viveiro Jardim das Florestas, quando pronta para o plantio, parte em vôo solo nas mãos de algum proprietário rumo a alguma área que precisa ser restaurada, recuperada, enriquecida ou embelezada.

Outra parte das arvorezinhas é plantada com a ajuda das mãos da equipe da Apremavi. Nos vários anos de projetos, até 2007, foram plantadas mais de 600.000 mudas de árvores nativas, com a ajuda direta da instituição, representando cerca de 400 hectares de áreas, em 300 propriedades de 52 municípios.

Estas mudas de árvores já viraram florestas e estão contribuindo para o aumento da consciência ambiental e para a preservação da Mata Atlântica. Cada plantio é antes de tudo um ato de amor para com a natureza e por isso é tão significativo para a educação ambiental.

A Apremavi sempre aliou a educação ambiental à questão técnica de se produzir mudas e plantar florestas. Neste sentido os plantios sempre estão presentes em cursos, dias de campo, seminários, mutirões e manifestações.

Florestas podem ser plantadas com várias finalidades, desde as ambientais até as econômicas. A Apremavi tem empenhado um esforço grande na recomposição ambiental e vem há 20 anos fazendo trabalhos de recuperação e restauração de áreas através do reflorestamento com espécies nativas.

Em geral para revertermos processos de degradação, especialmente em áreas de preservação permanente, pode-se lançar mão de duas estratégias:
  1. o abandono das áreas, mediante isolamento (construção de cercas), para que se instale a regeneração natural.
  2. a recomposição da floresta através do plantio com mudas nativas.


Nestes anos de trabalho foram obtidos resultados muito animadores e está provado que interferir na recuperação acelera o processo natural de regeneração espontânea. Vários fatores influenciam a regeneração natural, determinando a riqueza da biodiversidade e a velocidade do crescimento das florestas.

Podemos destacar:

  1. a existência de remanescentes florestais nos arredores para fornecer sementes;
  2. a existência de dispersores de sementes; e,
  3. o grau de degradação do solo.


Nos plantios para recuperação de áreas onde não há mais vegetação é importante observar as seguintes recomendações:

  • Conhecer bem a área onde se pretende realizar o plantio. Conhecer a área de plantio com antecedência permite que sejam analisados fatores, como a cobertura da área e tipo de solo, que influenciarão na escolha das mudas a serem plantadas.
  • Isolamento da área. Principalmente em pastagens, para que não haja pisoteio das mudas pelo gado.
  • Usar espécies nativas e adaptadas à região. Isso vai depender do tipo de solo, da incidência da luz e também do clima.
  • Aproximadamente 50% das espécies florestais devem ser de rápido crescimento (pioneiras), principalmente em áreas abertas, para se obtenha sombreamento rapidamente.
  • Diversificar ao máximo as espécies, utilizando frutíferas e ornamentais. Isso vai aumentar a biodiversidade e atrair animais que trarão outras espécies para a área.
  • Proceder ao replantio das mudas mortas a partir dos 6 meses.
  • Realizar limpezas de manutenção das mudas (coroamento), no mínimo duas vezes ao ano, durante os 3 primeiros anos.


Com todos estes cuidados, os resultados logo aparecerão, transformando pequenas mudas em verdadeiras florestas.


Fonte: Apremavi



Para aprofundar, leia:

Título: Árvores brasileiras
Autor: Harri Lorenzi

Nota - Para comprar o volume que lhe interessa, clique na capa respectiva.

Sinopse:
Esta obra tem por objetivo popularizar o conhecimento das espécies florestais brasileiras e fornecer orientação para o seu cultivo com a ajuda de imagens.
Estes livros foram o resultado de mais de 15 anos de estudos, pesquisas e trabalhos com essências florestais nativas, neles são apresentadas 352 espécies de árvores existentes no país, cada espécie é apresentada em uma única página, onde são incluídas 6 fotografias e as informações escritas sobre as características de cada planta, sua fenologia, ocorrência, obtenção de sementes e mudas, etc . As fotografias são apresentadas pela seguinte ordem- lado esquerdo superior; planta adulta; lado direito superior; detalhe da folha e flor ou inflorescência); parte inferior do lado esquerdo para o direito - frutos, sementes, tronco, madeira

 

 
Data: 20/03/2010
 
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