O Livro de Urântia continua se revelando um surpreendente antecipador de descobertas científicas que à data de sua escrita (de 1928 a 1934) e sua publicação (1955) eram desconhecidas ou mesmo contrárias aos postulados da ciência dessa época.
Nas últimas décadas, várias têm sido as novas descobertas nos meios científicos que vêm comprovando declarações revolucionárias contidas nesse livro inusitado e único.
Algumas dessas confirmações já têm sido explanadas em vários artigos nas páginas da revista Luz & Terra, graças ao trabalho atento e responsável de Halbert Katzen, mentor e fundador do site www.ubthenews.com, o qual é dedicado a essas atualizações que a ciência dos séculos XX e XXI vem fazendo e que comprovam a presciência d’ O Livro de Urântia.
Aproveitando a oportunidade, deixamos aqui os links para esses artigos anteriores:
- O relatório do Jardim do Éden
- Os Sudários de Turim e Oviedo
- Gobekli Tepe... é preciso reescrever a história
Desta vez, neste mês de julho de 2010, surge mais uma “bomba” nos meios científicos que já havia sido registrada literalmente n’O Livro de Urântia. Expliquemos do que se trata.
As observações arqueológicas até este ano de 2010 datavam de há 700 mil anos a chegada do homem à maior das ilhas britânicas. Estranhamente, O Livro de Urântia, desde 1955, ou seja, 55 anos atrás, tinha a ousadia de contar uma história bem diferente. Nele pode ler-se:
[Documento 64; Tópico 1; Parágrafo 6]
Há 950 mil anos, os descendentes de Andon e Fonta [que O Livro de Urântia assinala como o primeiro casal de criaturas primitivas verdadeiramente humanas] haviam migrado para bem longe, a leste e a oeste. Para irem até o oeste, eles passaram pela Europa, indo para a França e a Inglaterra. Posteriormente, penetraram em direção leste, até Java, onde os seus ossos foram recentemente encontrados – o chamado homem de Java –, e então prosseguiram no seu caminho para a Tasmânia.
Não é pouca coisa. Estamos referindo uma diferença de 250 mil anos, quase 35% mais, entre as observações arqueológicas até este ano de 2010 e a descrição feita n’O Livro de Urântia. Mas, mais uma vez, este livro misterioso tinha que deixar-nos em estado de perplexidade. Vejam o título da notícia vinda a público este mês na Grã-Bretanha (jornal MailOnline):
“Bretões canibais chegaram aqui pela primeira vez há 950 mil anos – e viveram em Norfolk”
Voltando a O Livro de Urântia, mais adiante, dentro do mesmo documento 64, pode-se ler:
[Documento 64; Tópico 2; Parágrafo 1 ] Há 900 mil anos, as artes de Andon e Fonta e a cultura de Onagar estavam em vias de desaparecimento da face da Terra; a cultura, a religião e mesmo a elaboração de trabalhos de pedra estavam na mais plena decadência.
[64;2.2] Esses foram tempos em que um grande número de grupos de mestiços inferiores estava chegando à Inglaterra, vindos do sul da França. Essas tribos eram tão misturadas com as criaturas simianas da floresta, que mal podiam ser consideradas humanas. Não tinham nenhuma religião, mas faziam trabalhos toscos de pedra e possuíam inteligência suficiente para fazer o fogo.
[64;2.3] Eles foram seguidos, na Europa, por um povo, de um certo modo superior e prolífico, cujos descendentes logo se espalharam por todo o continente, desde as geleiras, ao norte, até os Alpes e o Mediterrâneo, ao sul. Essas tribos são as chamadas raças de Heidelberg.
[64:2:4] Durante esse longo período de decadência cultural, os povos de Foxhall, da Inglaterra, e as tribos de Badonan, do nordeste da Índia, continuaram a manter algumas das tradições de Andon e alguns remanescentes da cultura de Onagar.
[64:2:5] Os povos de Foxhall estavam no extremo oeste e tiveram êxito em guardar o suficiente da cultura andônica; e também preservaram o seu conhecimento do trabalho na pedra; o qual transmitiram aos seus descendentes, os antigos ancestrais dos esquimós.
[64:2:6] Embora os remanescentes dos povos de Foxhall tivessem sido os últimos a serem descobertos na Inglaterra, esses andonitas foram realmente os primeiros seres humanos que viveram naquelas regiões. Naquela época, uma ponte de terra ainda ligava a França e a Inglaterra; e, como a maioria dos primeiros povoados dos descendentes de Andon estava assentada ao longo dos rios e nas costas dos mares daquela época primitiva, esses povoados encontram-se agora sob as águas do canal da Mancha e do mar do Norte, com exceção de uns três ou quatro que estão ainda acima do nível do mar, na costa inglesa.
[64:2:7] Muitos dentre os povos de Foxhall, os mais inteligentes e espirituais, mantiveram a sua superioridade racial e perpetuaram os seus costumes religiosos primitivos. E esses povos, à medida que mais tarde se misturaram a linhagens subseqüentes, transladaram-se da Inglaterra para o oeste, depois de uma invasão glacial ulterior, e sobreviveram, constituindo os esquimós atuais.
Agora, sem mais comentários, porque as evidências falam por si, vamos deixar à consideração dos leitores a notícia do jornal inglês MailOnline, da autoria de Fiona MacRae:
Norfolk é o berço da civilização britânica, segundo um estudo que representa um marco.
Humanos primitivos fizeram dos rios e florestas do leste da Inglaterra seu lar, concluiu uma investigação de referência.
Os “Homens de Norfolk” chegaram há 950 mil anos e se estabeleceram perto do que é hoje o povoado de Happisburgh, fazendo dele o berço da civilização britânica.
Havia alguns milhares deles – caracterizados por frontes baixas, sobrancelhas proeminentes e possíveis tendências canibais – pescando e caçando mamutes, alces e cervos gigantes.
A descoberta de um tesouro de ferramentas de sílex e restos de animais e plantas perto do povoado litorâneo reescreveu a história da ilha da Grã-Bretanha.
Pensava-se que os primeiros humanos tinham conseguido chegar à Grã-Bretanha vindos do continente europeu há cerca de 700 mil anos, estabelecendo-se em Pakefield, Suffolk, quando as temperaturas eram significativamente mais quentes do que há um milhão de anos. O achado em Norfolk – detalhado na revista Nature – nos diz que os antigos bretões tinham o conhecimento e a tecnologia para sobreviver em climas muito mais agrestes.
“Estes novos artefatos em sílex são incrivelmente importantes porque, não somente são muito mais antigos do que outros achados, mas estão associados com uma ostentação sem par das condições ambientais que nos dão um retrato claro da vegetação e do clima”, declarou o arqueólogo Nick Ashton, do Museu Britânico.
Uma existência brutal
O rio Tâmisa era o sangue vital do Homem de Norfolk. Ele vagueava pelos baixios enlameados e pântanos de seu estuário e no litoral próximo em busca de presas para caçar. Os animais de seu cardápio iam desde elefantes, mamutes, rinocerontes e alces gigantes até ratos silvestres e camundongos. Algas marinhas, tubérculos e moluscos teriam ajudado a satisfazer seu apetite quando a caça escasseava. Também há indícios de que o Homem de Norfolk possa ter tido uma predileção por carne humana. Por sua vez, teria sido perseguido por tigres-dentes-de-sabre e hienas. 
Não existem cavernas na região, sugerindo que ele construísse abrigos primitivos para se proteger do frio.
“Isto comprova a sobrevivência de humanos primitivos num clima mais frio do que o da era presente.”
O Homem de Norfolk teria entrado na Grã-Bretanha através da extensa ponte terrestre que nessa época unia a ilha ao continente europeu.
Restos fossilizados do Homem de Norfolk ainda têm que ser descobertos. Mas os cientistas dizem que é provável que ele fosse aparentado com o Homo antecessor – aclamado como o mais antigo habitante da Europa quando seus restos foram desenterrados no norte da Espanha em 1994.
Acredita-se que o Homo antecessor tivesse tendências canibais depois que foram encontradas no sítio arqueológico marcas de dentes em ossos. Mas em muitos outros aspectos ele era bem parecido conosco.
O sítio no estuário, a mais de 200 km de Londres, fica num curso antigo do rio Tâmisa e era rodeado por uma floresta conífera. Pelas suas margens perambulavam mamutes, rinocerontes, tigres-dentes-de-sabre, cavalos, alces, veados e hienas grandes como leões.
Mas os curtos dias de inverno e uma breve temporada de germinação exacerbavam as já agrestes condições de vida.
“Esta era uma espécie inteiramente humana quanto a caminhar ereta. Este não era nenhum homem-macaco”, diz o professor Chris Stinger, do Museu de História Natural. “Eles tinham cérebros bastante grandes, eram humanos relativamente avançados, mas ainda sem uma quantidade de feições dos humanos modernos. Ainda tinham sobrancelhas proeminentes e fronte baixa e seus dentes eram maiores do que os dos seres humanos atuais.”
Embora o Homem de Norfolk caçasse e fizesse abate de animais nas margens do rio, seu lar ainda tem que ser encontrado. Não há cavernas na região, o que sugere que ele construía abrigos primitivos para se proteger do frio. Alguns dos sílices descobertos tinham entalhes, dando a entender que eram moldados para cortar madeira.
Os pêlos do corpo podem ter ajudado a preservar a temperatura mas é provável que ele usasse peles de animais como vestuário e dominasse o fogo – embora ainda tenham que ser achadas evidências disto.
O clima era semelhante ao dos tempos modernos do sul da Escandinávia. As temperaturas de verão eram como as da Grã-Bretanha atual – mas os invernos eram longos e severos, com temperaturas médias entre 0º e -3º.
“É extremamente surpreendente que em uma data tão antiga este povo, pelo menos por algum tempo, tenha ficado por aqui e se adaptado a estas condições desafiadoras”, declarou o professor Stringer.
Apesar de o sítio ter revelado numerosos ossos de animais, ferramentas e até dejetos fossilizados de hiena, completos com grãos de pólen pré-histórico, ainda terão que ser desenterrados restos fossilizados do Homem de Norfolk.
“Isso seria o ‘santo graal’ de nosso trabalho. Como paleontólogo do ser humano, o meu sonho é que iremos desenterrar algum material humano fossilizado deste período da Grã-Bretanha”, disse o professor Stringer.
“A questão da mais antiga ocupação da Europa tem sido o foco de debates exaltados dentro dos círculos da arqueologia desde o século passado. Estamos tentando construir um calendário detalhado da presença e ausência humana na Grã-Bretanha e na Europa continental, mas está claro que a ocupação humana foi extremamente episódica, e em muitas regiões a ausência parece ter sido a regra, e não a presença.”

Conclusão
Para finalizar, chamamos a atenção para os detalhes especificados em O Livro de Urântia quanto à ponte de terra ligando as ilhas britânicas e o continente europeu, assim como a localização desses assentamentos e o fato de uns poucos ainda existirem acessíveis a descobertas como aquela que agora se verificou:
[64:2:6] [...] Naquela época, uma ponte de terra ainda ligava a França e a Inglaterra; e, como a maioria dos primeiros povoados dos descendentes de Andon estava assentada ao longo dos rios e nas costas dos mares daquela época primitiva, esses povoados encontram-se agora sob as águas do canal da Mancha e do mar do Norte, com exceção de uns três ou quatro que estão ainda acima do nível do mar, na costa inglesa.
Carlos Leite da Silva
Editor da revista Luz & Terra
Para aprofundar, leia:
Título: O Livro de Urântia
Coordenação: Associação Urântia do Brasil
Sinopse:
'O livro de Urântia' é composto por quatro partes - Parte I - O universo central e os superuniversos; Parte II - O universo local; Parte III - A história de Urântia; Parte IV - A vida e os ensinamentos de Jesus.
Nota – Para comprar o livro, clique na capa.
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