149:2.8 O aspecto mais surpreendente e mais revolucionário da missão de Jesus na Terra foi a sua atitude para com as mulheres. Numa época e em uma geração em que um homem não devia cumprimentar, nem mesmo a sua própria esposa em um lugar público, Jesus ousou levar mulheres como instrutoras do evangelho, na sua terceira viagem de ensinamentos na Galiléia. E ele teve a coragem consumada de fazer isso, a despeito do ensinamento dos rabinos que dizia: “Melhor que as palavras da lei sejam queimadas, do que entregues a mulheres”.
149:2.9 Numa geração apenas, Jesus retirou as mulheres do esquecimento desrespeitoso e liberou-as da lida escravizadora dos tempos. E, uma coisa vergonhosa na religião, que presumiu levar o nome de Jesus, é que a ela faltou a coragem moral para seguir esse nobre exemplo, posteriormente, nas suas atitudes para com a mulher.
In O Livro de Urântia
Ainda há poucos dias, na televisão brasileira, num arroubo de zelo solidário em defesa de uma celebridade, apareceu outra figura (não tão) pública dizendo: “Quem nunca meteu a mão em uma mulher?” (para quem fala o português de Portugal, traduzimos: “Quem nunca bateu numa mulher?”)
Alto! Esperem um pouquinho... sem palavras e sem comentários... impõe-se um silêncio... façamos um breve hiato antes de prosseguir este texto... um intervalo para harmonizar emotividades...
Respiremos fundo...
Ok, antes de prosseguirmos para uma conversa entre seres humanos, só vou responder à pergunta acima com outra pergunta: “Você não está esperando uma resposta a essa pergunta, não?”
Certo... entendido... continuemos, então, para algo construtivo.
Uma das razões óbvias para o tremendo atraso de imensa porcentagem da humanidade está na forma como a maior parte das culturas menospreza metade da fonte de seu próprio potencial de progressão.
O que pode esperar uma sociedade que cala e abafa metade de seus recursos criativos, que impede a otimização de metade de seu manancial produtivo, veiculando-a para funções opressivamente subalternizadas, contidas, reprimidas, limitadas, desaproveitando quase metade de sua massa cinzenta?
O que vai acontecer a uma sociedade que acredita visceralmente que metade de si mesma só serve para servir a outra metade, que o desígnio dessa metade de si mesma é estar calada, não emitir juízos nem opiniões, atender prontamente as ordens que a outra metade lhe dá?
Quando essa metade não tem sequer direito a ser educada, quando não tem o direito de sequer mostrar o seu rosto, que estará destinado a essa sociedade?
Essa sociedade pode ter a certeza que está garantindo seu autoconstrangimento a um grau de menos de metade de seu próprio potencial para a materialização de sua harmonização, progresso, melhoria, estabilidade. Essa sociedade está claramente condenada à morte... essa sociedade já praticamente morreu e não sabe disso.
No dia em que essa sociedade ressuscitar é porque soube criar uma revolução interna em seus paradigmas... e, nessa hora, bem se poderá dizer que a anterior sociedade morreu, sem deixar rasto, porque um futuro de perenidade simplesmente não consegue incluir em seu seio princípios culturais de anulação de metade de seu pensar, sonhar, querer, criar, amar.
Portanto, no presente, pousemos os olhos pelas latitudes desta amada Terra e, antevivendo o olhar dos arqueólogos de eras vindouras, ganhemos alento na esperança de que estas culturas que estão em processo de gestação da sua própria morte são realmente uma pré-histórica besta que está em seus últimos estertores (mesmo que ainda sobreviva mais 2 mil anos). Assim como hoje é importante não se deixar as nossas crianças esquecerem que aconteceram duas Grandes Guerras Mundiais no século XX, vamos utilizar nosso olhar fresco e esperançoso de “crianças do futuro” olhando para os atuais paradigmas culturais menosprezadores da mulher como fósseis dos quais algum dia se dirá que eram em eras passadas uma estranha e suicida realidade que não mais voltará.
As mulheres e os homens têm o mesmo valor, independentemente de cumprirem ou não funções diferentes. As culturas que não respirem e inspirem esta premissa estão fora da realidade... e estar fora da realidade é estar fora do caminho, da verdade e da vida...
Esse é um imenso desafio para todos os homens e mulheres de todas as épocas: construírem o Real, ajustarem este microcosmo aos nexos do grande cosmos. Só assim se garante o avanço evolutivo permanente da espécie humana, que é constituída, objetivamente, de duas polaridades: masculino e feminino... em partes iguais.
Bem a propósito do recente Dia Mundial da Mulher, quero deixar informação relevante do maior revolucionário que surgiu à face do planeta Terra quanto à forma como ele considerava as mulheres. Todas as próximas citações são de O Livro de Urântia. Para a libertação das mulheres e a liberdade dos homens, que só é real junto com a das mulheres, aqui fica:
133:2.1 Enquanto permaneciam no navio atracado, esperando que o barco fosse descarregado, os viajantes observaram um homem maltratando a sua mulher. Como era do seu costume, Jesus interveio em defesa da pessoa submetida à violência. Ele foi por trás do marido irado e, tocando gentilmente no seu ombro, disse: “Meu amigo, posso falar contigo em particular, por um momento?” O homem em cólera ficou embaraçado com essa abordagem e, depois de um momento de hesitação e embaraço, balbuciou : “É... — por que — Está bem, o que quer comigo?” E, depois de levá-lo para um lado, Jesus disse: “Meu amigo, percebo que algo terrível deve ter acontecido a ti; e desejo muito que me digas o que teria acontecido a um homem tão forte para levá-lo a agredir a sua mulher, a mãe dos seus filhos, e isso, bem aqui diante dos olhos de todos. Estou seguro de que tu deves sentir que há uma boa razão para esse ataque. O que fez a mulher para merecer esse tratamento do seu marido? Ao olhar para ti, vejo que posso perceber no teu rosto o amor da justiça e até o desejo de mostrar misericórdia. E aventuro-me a dizer que, se tu me visses atacado por ladrões, tu irias, sem hesitação, acorrer para ajudar-me. Eu ouso dizer que tu já fizeste muitas coisas valentes no curso da tua vida. Agora, meu amigo, diz-me, o que está acontecendo? A mulher fez algo errado, ou terias tu perdido tolamente a cabeça e, sem pensar, agrediste-a?” Não foi tanto o que ele dissera que tocara o coração desse homem, mas foi o olhar de bondade e o sorriso de simpatia que Jesus lhe dirigira quando concluía as suas observações. Disse o homem: “Eu vejo que tu és um sacerdote dos cínicos e estou agradecido por me teres refreado. Minha mulher nada fez de muito errado; ela é uma boa mulher, mas o modo pelo qual me provoca em público me irrita, e perco a cabeça. Sinto muito pela minha falta de autocontrole, e prometo tentar viver de acordo com a promessa que fiz outrora a um dos teus irmãos que me ensinou as maneiras certas. Eu te prometo”.
133:2.2 E então, despedindo-se dele, Jesus disse: “Meu irmão, lembra-te sempre de que o homem não tem autoridade de direito sobre a mulher, a menos que a mulher tenha de propósito e voluntariamente dado a ele essa autoridade. A tua mulher se propôs a viver contigo, a ajudar-te a lutar nas batalhas da vida e a assumir a parte maior na carga de ter e de criar os vossos filhos; e, em troca desse serviço especial, é mais do que justo que ela receba de ti aquela proteção especial que o homem pode dar à mulher, como uma parceira que deve carregar, suportar e nutrir os filhos. O cuidado e a consideração amorosos que um homem deseja dar à sua esposa e aos seus filhos são a medida da realização daquele homem, nos níveis mais elevados da autoconsciência criativa e espiritual. Sabes tu que esses homens e mulheres são parceiros de Deus, pois eles cooperam para criar seres que crescem e que possuem por si próprios o potencial de terem almas imortais? O Pai no céu trata o Espírito Materno, que é mãe dos filhos do universo, como igual a si próprio. Compartilhar a tua vida e tudo que se relaciona a ela em termos de igualdade com a mãe que tão plenamente compartilha contigo a experiência divina de reproduzir-vos, na vida dos vossos filhos, é ser semelhante a Deus. Se apenas puderes amar aos teus filhos como Deus te ama, tu amarás e acariciarás a tua esposa como o Pai no céu honra e exalta o Espírito Infinito, a mãe de todos os filhos espirituais de um universo vastíssimo".
138:8.9 Os discípulos cedo aprenderam que o Mestre tinha um profundo respeito e uma consideração compassiva para com todo ser humano que ele conhecia, e eles ficavam imensamente comovidos por essa consideração uniforme e invariável que ele tinha, de modo tão consistente, para com todas as espécies de homens, mulheres e crianças. Ele parava no meio de um discurso profundo para ir até a estrada e dar alento a uma mulher que passava carregando a sua pesada carga de corpo e de alma. Ele interrompia uma conferência séria com os seus apóstolos para se confraternizar com uma criança intrometida. Nada nunca parecia tão importante para Jesus quanto o indivíduo humano que chegava à sua presença imediata. Ele era o Mestre e o instrutor, mas era mais—ele era também um amigo e um vizinho, um camarada compreensivo.
138:8.11 Os apóstolos chocavam-se, no início, mas claramente se acostumaram ao tratamento que Jesus dava às mulheres; sempre deixava bastante claro para todos que as mulheres deviam merecer direitos iguais aos dos homens, no Reino.
143:5.11 Os apóstolos nunca deixaram de chocar-se com a disposição que Jesus tinha de falar com mulheres, mulheres de caráter discutível, e imorais mesmo. Era muito difícil para Jesus ensinar aos seus apóstolos que as mulheres, mesmo as mulheres chamadas imorais, têm almas que podem escolher Deus como Pai delas, tornando-se assim filhas de Deus e candidatas à vida eterna. E, mesmo dezenove séculos depois, muitos ainda demonstram a mesma relutância em compreender os ensinamentos do Mestre. Mesmo a religião cristã tem sido construída persistentemente sobre o fato da morte de Cristo e não sobre a verdade da sua vida. O mundo deveria estar mais ocupado com a vida feliz, e reveladora de Deus, que Jesus levou, do que com a sua morte trágica e pesarosa.
149:2.8 O aspecto mais surpreendente e mais revolucionário da missão de Jesus na Terra foi a sua atitude para com as mulheres. Numa época e em uma geração em que um homem não devia cumprimentar, nem mesmo a sua própria esposa em um lugar público, Jesus ousou levar mulheres como instrutoras do evangelho, na sua terceira viagem de ensinamentos na Galiléia. E ele teve a coragem consumada de fazer isso, a despeito do ensinamento dos rabinos que dizia: “Melhor que as palavras da lei sejam queimadas, do que entregues a mulheres”.
149:2.9 Numa geração apenas, Jesus retirou as mulheres do esquecimento desrespeitoso e liberou-as da lida escravizadora dos tempos. E, uma coisa vergonhosa na religião, que presumiu levar o nome de Jesus, é que a ela faltou a coragem moral para seguir esse nobre exemplo, posteriormente, nas suas atitudes para com a mulher.
150:1.1 De todas as coisas ousadas que Jesus fez, na sua carreira terrena, a mais surpreendente foi o seu anúncio súbito, na tarde de 16 de janeiro: “Amanhã pela manhã nós selecionaremos dez mulheres para o trabalho de ministração do Reino”. No começo do período de duas semanas durante o qual os apóstolos e os evangelistas deviam estar ausentes de Betsaida na sua licença, Jesus solicitou a Davi que chamasse os seus pais de volta para a casa deles e que despachasse mensageiros, chamando a Betsaida dez mulheres devotas que tinham servido na administração do acampamento anterior e na enfermaria nas tendas. Essas mulheres, todas, tinham ouvido a instrução dada aos jovens evangelistas, mas nunca tinha ocorrido aos instrutores delas, nem a elas próprias, que Jesus ousaria colocar mulheres na missão de ensinar o evangelho do Reino e de ministrar aos doentes. Essas dez mulheres, escolhidas e colocadas na missão por Jesus, eram: Susana, filha do antigo chazam da sinagoga de Nazaré; Joana, mulher de Cuza, camareiro de Herodes Antipas; Isabel, filha de um rico judeu de Tiberíades e Séforis; Marta, irmã mais velha de André e Pedro; Raquel, cunhada de Judá, irmão na carne do Mestre; Nasanta, filha de Elman, médico sírio; Milcha, uma prima do Apóstolo Tomé; Rute, a filha mais velha de Mateus Levi; Celta, filha de um centurião romano; e Agaman, uma viúva de Damasco. Subseqüentemente, Jesus acrescentou mais duas outras mulheres a este grupo — Maria Madalena e Rebeca, filha de José de Arimatéia.
150:1.2 Jesus autorizou essas mulheres a formarem a sua própria organização e instruiu a Judas que provesse fundos para os seus equipamentos e para animais de carga. As dez elegeram Susana como dirigente e Joana como a tesoureira. Desse momento em diante, elas proveram os próprios fundos de caixa; e nunca mais elas recorreram a Judas [o tesoureiro dos doze apóstolos] para sustentá-las.
150:1.3 Muito espantoso era, naquela época, quando às mulheres nem era permitido que permanecessem no andar principal da sinagoga (ficando confinadas à galeria das mulheres), vê-las sendo reconhecidas como instrutoras autorizadas do novo evangelho do Reino. O encargo que Jesus deu a essas dez mulheres, quando ele as escolheu para ensinar o evangelho e para ministrar, foi o da proclamação da emancipação que libertava todas as mulheres, para todos os tempos; não mais era para que o homem visse a mulher como inferior espiritualmente. Isso foi decididamente um choque, até mesmo para os doze apóstolos. Não obstante elas terem muitas vezes ouvido o Mestre dizer que “no Reino do céu não há rico ou pobre, livre ou escravo, masculino ou feminino, todos são igualmente os filhos e filhas de Deus”; elas ficaram literalmente atordoadas, quando ele propôs formalmente dar missões a essas mulheres como instrutoras religiosas e mesmo permitir que viajassem com eles. Todo o país ficou agitado com esse procedimento, os inimigos de Jesus tiraram um grande partido dessa decisão, mas, em todos os lugares, as mulheres crentes nas boas-novas, ficaram firmes em apoio às suas irmãs escolhidas e exprimiram uma aprovação sem hesitação a esse reconhecimento tardio do lugar da mulher no trabalho religioso. E essa liberação das mulheres, dando a elas o devido reconhecimento, foi praticada pelos apóstolos imediatamente após a partida do Mestre, embora fossem voltar aos velhos costumes, nas gerações posteriores. Durante os primeiros tempos da igreja cristã, as mulheres instrutoras e ministras eram chamadas diáconas e eram dignas do reconhecimento geral. Mas Paulo, a despeito do fato de admitir tudo isso em teoria, nunca realmente incorporou nada disso na sua própria atitude, pois pessoalmente achava difícil de ser colocado em prática.
150:2.1 Quando o grupo apostólico saiu de Betsaida, as mulheres viajaram na retaguarda. Durante as conferências sempre se assentavam agrupadas na frente e à direita do palestrante. E às mulheres, que cada vez mais se tornavam crentes no evangelho do Reino, sempre que haviam desejado manter uma conversa pessoal com Jesus ou com um dos apóstolos, acontecera uma porção de dificuldades e embaraços sem fim. Agora tudo isso estava mudado. Quando qualquer das mulheres crentes desejava ver o Mestre ou conversar com os apóstolos, ia até Susana e, em companhia de uma das doze mulheres evangelistas, ela iria imediatamente à presença do Mestre ou de um dos seus apóstolos.
150:2.3 Maria Madalena tornou-se a instrutora mais eficiente do evangelho, desse grupo de doze mulheres evangelistas. Ela foi escolhida para esse serviço, junto com Rebeca, em Jotapata, cerca de quatro semanas depois da sua conversão. Maria e Rebeca, com outras desse grupo, continuaram trabalhando, até o fim da vida de Jesus na Terra, fiel e eficientemente, para o esclarecimento e a elevação das suas irmãs oprimidas; e, quando o último e trágico episódio no drama da vida de Jesus estava sendo desempenhado, não obstante terem todos os apóstolos fugido, exceto um, essas mulheres todas permaneceram presentes, e nem uma delas sequer o negou ou traiu.
150:3.1 Os serviços do grupo apostólico, para o sábado, tinham sido colocados, por André, na mão das mulheres, por instrução de Jesus. Isso significava, claro está, que eles não poderiam acontecer na nova sinagoga. As mulheres escolheram Joana para encarregar-se dessa ocasião, e o encontro foi feito no novo palácio de Herodes, na sala de banquetes, Herodes estando ausente da residência em Júlias, na Peréia. Joana leu, das escrituras, a respeito do trabalho das mulheres na vida religiosa de Israel, fazendo referência a Míriam, Débora, Ester e outras.
150:4.1 Na noite seguinte, tendo reunido os doze apóstolos, os apóstolos de João e o grupo recém-formado das mulheres, Jesus disse: “Podeis ver, por vós próprios, que a colheita é abundante, mas os trabalhadores são poucos. Que todos nós, portanto, oremos ao Senhor das colheitas para que Ele nos envie mais trabalhadores ainda, para os Seus campos. Enquanto permaneço confortando e instruindo os mais jovens, eu gostaria de enviar os mais antigos, dois a dois, para que eles possam ir rapidamente a toda a Galiléia pregando o evangelho do Reino, enquanto ainda é conveniente e tudo ainda está pacífico?. Então, ele designou os pares de apóstolos como desejava que fossem enviados, e que eram: André e Pedro, Tiago e João Zebedeu, Filipe e Natanael, Tomé e Mateus, Tiago e Judas Alfeu, Simão zelote e Judas Iscariotes.
150:5.1 Numa noite em Shunem, depois que os apóstolos de João tinham retornado a Hebrom, e depois que os apóstolos de Jesus tinham sido enviados, dois a dois, e quando o Mestre estava empenhado em ensinar a um grupo de doze dos evangelistas mais jovens, que trabalhavam juntos com as doze mulheres, sob a direção de Jacó, Raquel fez a seguinte pergunta a Jesus: “Mestre, o que devemos responder quando as mulheres perguntarem a nós, o que devo eu fazer para me salvar?” Jesus ouviu essa pergunta e respondeu:
150:5.2 “Quando os homens e as mulheres perguntarem o que devem fazer para salvarem-se, vós deveis responder-lhes: Acreditar nesse evangelho do Reino; aceitar o perdão divino. Reconhecer, pela fé, o espírito residente de Deus, cuja aceitação faz de vós um filho de Deus. Não lestes nas escrituras onde diz: ‘No Senhor eu tenho a retidão e a força’. E também onde o Pai diz: ‘A minha retidão está próxima; a minha salvação já se manifestou, e os meus braços envolverão o meu povo’. ‘A minha alma estará em júbilo no amor do meu Deus, pois Ele agasalhou-me com as vestes da salvação e cobriu-me com o manto da Sua retidão’. Não lestes também sobre o Pai, que o Seu nome ‘será chamado o Senhor da nossa retidão’. ‘Retirai as vestes sujas daquele que considera virtuoso só a si, e vesti esse meu filho com o manto da retidão divina e da eterna salvação’. Para sempre é verdade que ‘o justo viverá na fé’. A entrada no Reino do Pai é totalmente livre, mas o progresso – o crescimento na graça – é essencial para se continuar no Reino.
150:5.3 “A salvação é a dádiva do Pai e é revelada pelos seus Filhos. A aceitação pela fé, da vossa parte, faz com que vós compartilheis da natureza divina, como um filho ou uma filha de Deus. Pela fé sois justificados; pela fé sois salvos; e por essa mesma fé vós avançais eternamente no caminho da perfeição progressiva e divina. Pela fé Abraão foi justificado; ele tornou-se sabedor da salvação por meio dos ensinamentos de Melquisedeque. Em todas as épocas, essa mesma fé salvou os filhos dos homens, mas agora um filho veio do Pai para fazer com que a salvação fique mais real e aceitável”.
150:5.4 Quando Jesus terminou de falar, havia um grande júbilo entre aqueles que tinham ouvido essas palavras cheias de graça e, nos dias que se seguiram, todos foram proclamar o evangelho do Reino com força nova e com energia e entusiasmo renovados. E as mulheres encheram-se de júbilo ainda mais ao saberem que estavam incluídas nesses planos para o estabelecimento do Reino na Terra.
E esta é uma pequeníssima amostra a partir de O Livro de Urântia sobre os maravilhosos feitos do maior Ser que nosso belo e maternal planeta alguma vez albergou: o próprio soberano criador deste Universo Local.

Carlos Leite da Silva
Editor da revista Luz & Terra
Para aprofundar, leia:
Título: O Livro de Urântia
Coordenação: Associação Urântia do Brasil
Sinopse:
'O livro de Urântia' é composto por quatro partes - Parte I - O universo central e os superuniversos; Parte II - O universo local; Parte III - A história de Urântia; Parte IV - A vida e os ensinamentos de Jesus.
Nota – Para comprar o livro, clique na capa.
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