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O rosto do Mestre (2)
 
Autor(a): Halbert Katzen

Que aconteceu ao corpo do Mestre?

[O presente texto é a segunda parte de um estudo em que são apresentadas as correlações entre a descrição contida em O Livro de Urântia e as constatações científicas quanto aos misteriosos Sudários de Turim e Oviedo. Se quiser ver ou rever a primeira parte do estudo clique aqui.]


Datação do Sudário de Turim

A questão da datação por carbono

Muitas pessoas têm a ideia de que o Sudário de Turim foi definitivamente classificado como uma fraude por causa dos testes de datação por carbono que foram realizados em 1988. A opinião dos peritos sobre o assunto, no entanto, é tudo menos uma questão resolvida. Foram levantadas inúmeras questões que põem em causa a razoabilidade de usar tais resultados para fazer a datação do Sudário. Além de outros tipos de testes que determinam a sua idade em redor de 2000 anos, a precisão da datação por carbono é questionável por uma série de razões.

A validade da controvérsia em torno da datação por carbono do ST é uma proposta geralmente aceita. A validade desta controvérsia está evidenciada pela seguinte citação da página [inglesa] do Wikipédia dedicada a este tópico:

Foram realizados vários testes no Sudário, porém prosseguem os debates sobre sua origem. A datação por radiocarbono feita em 1988 por três diferentes equipes de cientistas revelou resultados publicados na Nature indicando que o Sudário fora feito durante a Idade Média, aproximadamente 1.300 anos depois que Jesus viveu. Uma análise sequencial publicada em 2005, no entanto, indicou que a amostra datada pelas equipes fora retirada de uma área do Sudário que não fazia parte do pano original. Esta mesma análise é questionada por cépticos como Joe Nickell, que raciocinam que as conclusões do autor, Raymond Rogers, resultam de “partir da conclusão desejada para chegar à evidência”. Philip Ball, antigo editor da Nature, disse que a ideia de que Rogers conduzira seu estudo para uma conclusão preconcebida é “injusta” e que Rogers “tem um histórico de trabalho respeitável”. Desde 2005 que na literatura científica não existe nenhum resultado de datação por carbono universalmente aceito para o Sudário.13

Em 2005, a BBC News publicou uma notícia que explica algumas das mais recentes objeções aos resultados de datação por carbono:

“O Sudário de Turim é muito mais antigo do que o sugerido pela datação por radiocarbono realizada nos anos 1980, de acordo com um novo estudo em um periódico especializado.
Um ensaio de pesquisa publicado em Thermochimica Acta sugere que ‘o Sudário tem entre 1.300 e 3.000 anos’.
Raymond Rogers diz que sua pesquisa e testes químicos mostram que o material usado para a análise por radiocarbono de 1988 foi cortado de um remendo medieval cozido ao Sudário para remendar um dano provocado por incêndio.
‘Este material é que foi responsável por uma datação inválida ser atribuída ao pano original do Sudário’, ele argumenta.
‘A amostra de radiocarbono tem propriedades químicas completamente diferentes da maior parte da relíquia do Sudário’, disse Rogers, o qual é um químico aposentado do Laboratório Nacional de Los Alamos, no Novo México, EUA.
Ele diz que no início duvidava de reivindicações não confirmadas sobre a amostra de 1988 ter sido retirada de um remendo posterior.
‘Foi embaraçoso ter que concordar com eles’, disse Rogers ao site da BBC News.
Michael Minor, vice-presidente da Associação Americana para Pesquisa do Sudário de Turim, comentou: ‘Esta é a notícia mais significativa sobre o Sudário de Turim desde que a datação por C-14 foi anunciada em 1988’.
A datação por C-14 não está sendo posta em causa. Mas [a nova pesquisa] está dizendo que eles dataram a área remendada.”14

Um dos documentos mais recentes e abrangentes produzido sobre o ST, Evidences For Testing Hypotheses About The Image Formation Of The Turin Shroud [Evidências para testar hipóteses sobre a formação da imagem no Sudário de Turim], foi desenvolvido pelo ShroudScience Group on Yahoo! [Grupo científico do Sudário no Yahoo!] e é um trabalho compósito de duas dúzias de estudiosos e cientistas de todo o mundo com uma vasta variedade de excelentes credenciais. Na introdução deste documento é declarado:

“O ST foi datado por radiocarbono como sendo de 1260-1390 d.C. (Damon et AL., 1989) mas um grande número de cientistas crê que o método usado para retirar a amostra e a confiabilidade da datação por radiocarbono não é satisfatória porque o linho sofreu muitas vicissitudes (isto é, incêndios, restaurações, umidade, exposição a fumo de vela e ao hálito dos visitantes). Por exemplo, alguns investigadores propuseram que o incêndio de 1532 provavelmente alterou a quantidade de radiocarbono no ST, modificando assim sua datação, e outros acreditam na existência de uma pátina formada de um complexo biológico de fungos e bactérias que recobre os filamentos do ST (Moroni, 1997; Garza Valdes, 2001). Recentemente foi demonstrado que a amostra de 1988 não é representativa do total do ST (Adler, 1999 e 2000; Marino, 2000 e 2002; Rogers, 2002 e 2005).”15

Ficando apenas dentro dos quatro cantos do ST, há inúmeros problemas em aceitar os resultados da datação por carbono. Algo que contribui poderosamente para a evidência que põe em causa a validade da datação por carbono realizada sobre o ST é sua relação com o Sudário de Oviedo.


O Sudário de Oviedo

O Sudário de Oviedo é uma relíquia que alguns acreditam ser o pano de rosto utilizado no sepultamento de Jesus. Por causa das correlações que podem ser feitas entre as manchas de sangue e o tipo de sangue encontrado no ST e no SO, a datação por carbono do SO põe em causa a validade da datação por carbono que foi executada no ST, mesmo não sustentando uma datação de dois mil anos. Um artigo na On Religion por Terry Mattingly diz o seguinte:

“Que evidência liga o Sudário de Oviedo ao de Turim?
Eis a questão final: quando se tira uma foto do Sudário de Oviedo e a colocamos sobre uma foto das imagens do rosto e cabeça do Sudário de Turim, elas coincidem. É espantoso”, disse Barrie Schwortz, o fotógrafo oficial para o Projeto de Pesquisa do Sudário de Turim de 1988.
Cada um deles aparenta ter manchas condizentes de sangue e soro da boca, nariz, barba e cabelo de um homem que foi espancado, coroado com espinhos e morto por asfixia, o que é consistente com a crucificação. O sangue em ambos aparenta ser do tipo AB, embora alguns discordem. Os narizes quebrados têm ambos 8 centímetros de comprimento.
De acordo com Avinoam Danin, um botânico judeu na Universidade Hebraica em Jerusalém, o Sudário de Turim contém polens de um cardo, o Gundelia tournefortii (http://en.wikipedia.org/wiki/Gundelia), que cresce apenas no Médio Oriente. Esta seria uma planta provável para se fazer uma coroa de espinhos. Polens desta espécie estão também no Sudário de Oviedo. Ambos os panos contêm mirra e aloés.
Qual a importância disto? O Sudarium Christi tem sido venerado na Catedral de Oviedo, na Espanha, desde o século VI, ou perto disso. Os pesquisadores declaram que encontraram documentos que o detectam desde a Jerusalém do século I. Isto é de difícil explicação se, como os testes de carbono 14 indicaram, o Sudário foi criado entre 1260 e 1390 d.C.
Se estes padrões sanguíneos estiveram em contato com o mesmo rosto, então isso significa que as datas de carbono medieval para o Sudário falham por seis ou sete séculos e talvez mais”, disse Schwortz. “Nesse ponto, temos toda uma nova série de perguntas para fazer”.16

Um artigo intitulado O Sudário de Oviedo: sua história e relação com o Sudário de Turim, por Mark Guscin, oferece esta informação adicional:

“Uma das relíquias possuídas pela catedral na cidade de Oviedo, no norte de Espanha, é um pedaço de pano medindo aproximadamente 84x53 cm. Não se vê qualquer imagem neste pano. Apenas manchas são visíveis a olho nu, embora se consiga ver mais ao microscópio. A coisa notável deste pano é que tanto a tradição quanto os estudos científicos afirmam que o pano foi utilizado para cobrir e limpar o rosto de Jesus depois da crucificação. Vamos apresentar e observar estas afirmações.

Sabe-se da existência deste pano a partir do Evangelho de João, capítulo 20, versículos 6 e 7. Estes versículos dizem o seguinte: “Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis, e que o lenço, que tinha estado sobre a sua cabeça, não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte”.  João diferencia claramente entre este pequeno pano e o lençol maior que envolvia o corpo.”17

O Livro de Urântia também sustenta esta afirmação de que um lenço foi utilizado no sepultamento de Jesus:

“Quando terminaram de embalsamá-lo, ataram um pano em volta do rosto, envolveram o corpo em um lençol de linho e, com reverência, colocaram-no em uma das plataformas da tumba.” [ LU 188:1.4]

Prosseguindo novamente com o artigo:

“A história do Sudarium de Oviedo está bem documentada e muito mais linear do que a do de Turim. A maior parte da informação vem do bispo de Oviedo do século XII Pelagius (ou Pelayo), cujas obras históricas são o Liber testamentorium [Livro de Testamentos de Oviedo] e o Chronicon regum legionensium [Crônica dos reis de Leão].

De acordo com esta história, o Sudário de Oviedo esteve na Palestina até pouco antes do ano 614, quando Jerusalém foi atacada e conquistada por Cosroes II, que foi rei da Pérsia de 590 a 628. Foi levado dali para se evitar sua destruição na invasão, primeiro para Alexandria pelo presbítero Filipe, depois para o norte da África quando Cosroes conquistou Alexandria em 616. O Sudário entrou na Espanha em Cartagena, levado por pessoas que fugiam dos persas. O bispo de Ecija, Fulgentius, acolheu os refugiados e as relíquias e entregou o cofre, ou arca, a Leandro, bispo de Sevilha. Este levou-o para Sevilha, onde ficou durante alguns anos.

Santo Isidoro foi mais tarde o bispo de Sevilha, e mestre de santo Ildefonso, o qual por sua vez foi nomeado bispo de Toledo. Quando ele deixou Sevilha para assumir seu cargo ali, levou o cofre com ele. Este ficou em Toledo até 718. Depois foi levado ainda mais para norte para evitar ser destruído às mãos dos muçulmanos, os quais conquistaram a maior parte da Península Ibérica no começo do século VIII. Primeiro foi guardado em uma caverna que é agora chamada de Monsacro, a 10 km de Oviedo. O rei Afonso II tinha uma capela especialmente construída para o cofre, chamada a “Cámara Santa”, posteriormente incorporada à catedral.

A data-chave na história do SO é 14 de março de 1075, quando o cofre foi oficialmente aberto na presença do rei Afonso VI, sua irmã D. Urraca e Rodrigo Díaz de Vivar, mais conhecido por El Cid. Foi feita uma lista das relíquias que estavam no cofre, e que incluíam o lenço. Em 1113, o cofre foi tapado com uma cobertura de prata, na qual está uma inscrição convidando todos os cristãos a venerar esta relíquia que contém o sangue sagrado. Desde então o lenço tem sido guardado na catedral de Oviedo.”

Ф Ф Ф

“Os estudos médicos não são os únicos a terem sido realizados sobre o Sudário. O doutor Max Frei analisou amostras de pólen tiradas do pano e descobriu espécies típicas de Oviedo, Toledo, Norte de África e Jerusalém. Isto confirma o percurso histórico antes descrito. Nada houve que relacionasse o tecido com Constantinopla, França, Itália ou qualquer outro país da Europa.
Foi organizado um congresso internacional em Oviedo em 1944, onde se apresentaram vários trabalhos sobre o Sudário. O trabalho do dr. Frei com pólen foi confirmado e ampliado. Foram descobertas espécies de pólen chamadas Quercus caliprimus, as quais estão limitadas à região da Palestina.

Resíduos do que muito provavelmente é mirra e aloé também foram descobertos, mencionados diretamente no Evangelho de João, 19.39-40: ‘E também Nicodemos, aquele que anteriormente viera ter com Jesus à noite, foi, levando cerca de cem libras de um composto de mirra e aloés. Tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com os aromas, como é de uso entre os judeus na preparação para o sepulcro’.” 19

O Livro de Urântia também declara o uso de mirra e aloé:

“Os judeus de fato não enterravam os seus mortos; eles os embalsamavam. José e Nicodemos haviam trazido consigo grandes quantidades de mirra e de babosa, e enrolaram o corpo com bandagens saturadas dessas soluções.” [LU 188:1.4]

Voltando agora ao artigo de Mark Guscin:

“Finalmente, o simples fato de o pano ter sido preservado é um sinal de sua autenticidade, já que não tem nenhum valor artístico ou monetário. Todos os estudos realizados até agora apontam para uma direção: com nada que sugira o contrário, o Sudário de Oviedo foi usado para cobrir a cabeça do cadáver de Jesus de Nazaré desde que foi descido da cruz até ser sepultado.”


Coincidência com o Sudário de Turim

“O Sudário de Oviedo por si só revelou suficiente informação para sugerir que esteve em contato com o rosto de Jesus depois da crucificação. No entanto, a evidência realmente fascinante vem à luz quando este pano é comparado com o Sudário de Turim.

A primeira e mais óbvia coincidência é que o sangue de ambos os panos pertence ao mesmo grupo, nomeadamente AB.

O comprimento do nariz através do qual o fluido do edema pleural passou para o Sudário de Oviedo foi calculado em oito centímetros. Este é exatamente o mesmo comprimento do nariz da imagem do Sudário de Turim.

Se o rosto da imagem do SO for colocado sobre as manchas do ST, talvez a mais óbvia coincidência seja o ajustamento exato das manchas com a barba no rosto. Como o SO foi utilizado para limpar o rosto do homem, parece que foi simplesmente colocado sobre o rosto para absorver todo o sangue, mas não esfregado. [Não limpar o rosto é consistente com as tradições judaicas relativamente à preparação de um corpo para sepultamento que tenha sofrido uma morte violenta.]

Também é visível uma pequena mancha a partir do lado direito da boca do homem. Esta mancha está dificilmente visível no ST, mas o dr. John Jackson, usando o VP-8 e realce em fotografia confirmou sua presença.

Os ferimentos dos espinhos na nuca também coincidem perfeitamente com as manchas de sangue no ST.

O dr. Alan Whanger aplicou a Técnica de Superposição de Imagem Polarizada ao SO, comparando-a com a imagem e manchas de sangue do ST. As manchas frontais no SO mostram setenta pontos de coincidência com o ST, e atrás mostra cinquenta. A única conclusão possível é que o SO cobriu o mesmo rosto que o ST.

. . .

Conclusões

Os estudos do SO e a comparação deste pano com o ST são meramente um dos muitos ramos de ciência que apontam para ambos terem coberto o cadáver de Jesus. A história do pano de Oviedo está bem documentada, e as conclusões disto para a datação do ST não precisam de mais comentários.”21

As correlações cruzadas entre o ST, o SO e as referências de O Livro de Urântia tanto a um lenço quanto a um lençol serem utilizados para o sepultamento de Jesus são todas consistentes, excetuando as questões da datação por carbono.  Igualmente, todas estas correlações também são consistentes com o relato do Novo Testamento. A falta de um registro histórico formal, particularmente com respeito ao ST, relativamente ao paradeiro destes panos nas várias centenas de anos após a época de Jesus é consistente com a necessidade de manter secretos estes artefatos. Durante o período imediatamente a seguir à crucificação, teria sido muito perigoso apregoar a posse destas relíquias. Estas condições e a subsequente época política turbulenta nessa região sustentam a crença de que essas relíquias são autênticas.


A Imagem



Recapitulação de O Livro de Urântia

Uma resenha das afirmações de O Livro de Urântia sobre o destino do corpo de Jesus fornece o contexto necessário para apreciar como os diversos estudos científicos relativamente à imagem no ST se correlacionam com O Livro de Urântia:

“José e Nicodemos haviam trazido consigo grandes quantidades de mirra e de babosa, e enrolaram o corpo com bandagens saturadas dessas soluções. Quando terminaram de embalsamá-lo, ataram um pano em volta do rosto, envolveram o corpo em um lençol de linho e, com reverência, colocaram-no em uma das plataformas da tumba.”
[LU 188:1.4]

“E o dirigente dos arcanjos disse: ‘Podemos não participar da ressurreição moroncial da experiência de auto-outorga de Michael, nosso soberano, mas gostaríamos de ter os seus restos mortais sob a nossa custódia para dissolução imediata. Não nos propomos empregar a nossa técnica de desmaterialização; meramente queremos invocar o processo do tempo acelerado. Suficiente para nós já é havermos visto o Soberano viver e morrer em Urântia; as hostes dos céus seriam poupadas da recordação de ter de suportar a visão da degradação lenta da forma humana do Criador e Sustentador de um universo. Em nome das inteligências celestes de todo o Nébadon, peço um mandato dando a mim a custódia do corpo mortal de Jesus de Nazaré e o poder de procedermos à sua dissolução imediata.” [LU 189:2.1]

“Enquanto eles se preparavam para remover o corpo de Jesus do sepulcro, antes de dispor dele de um modo preparatório de modo a dar-lhe uma dissolução quase instantânea condigna e de modo reverente, foi designado às criaturas secundárias de Urântia que rolassem as pedras afastando-as da entrada do sepulcro.” [LU 189:2.4]

“O sepulcro de José estava vazio, não porque o corpo de Jesus haja se recuperado ou ressuscitado, mas porque as hostes celestes tiveram o seu pedido concedido, o pedido de dar a ele uma dissolução especial e única, um retorno do ‘pó ao pó’, sem a intervenção das demoras do tempo e sem a operação dos processos ordinários e visíveis de decadência mortal e de decomposição material.

Os restos mortais de Jesus passaram pelo mesmo processo natural de desintegração dos seus elementos que é característica comum a todos os corpos humanos na Terra, exceto que, do ponto de vista do tempo, esse modo natural de dissolução foi violentamente acelerado, apressado, chegando até mesmo a ser quase instantâneo.” [LU 189:2.7,8]

“No recesso da pedra, onde haviam deitado Jesus, Maria viu apenas o pano dobrado, em que a sua cabeça estivera repousando e as bandagens, com as quais havia sido envolto, todas intactas e dispostas sobre a pedra, tal qual estiveram antes de as hostes celestes haverem levado o corpo. O lençol que o cobria encontrava-se aos pés do nicho fúnebre.” [LU 189:4.6]

“Todas as cinco mulheres então se sentaram na pedra próxima da entrada para conversarem sobre a situação. Ainda não lhes havia ocorrido que Jesus havia ressuscitado. Haviam permanecido sozinhas e isoladas todo o sábado; e então conjecturaram que o corpo pudesse haver sido removido para outro local de descanso. Mas, quando elas refletiram sobre tal solução para o seu dilema, não conseguiram explicação para o fato de os tecidos funerais estarem tão arrumados; como poderia o corpo ter sido removido, já que as próprias bandagens, nas quais estivera envolto, tinham sido deixadas na mesma posição e aparentemente intactas na prateleira mortuária?” [LU 189:4.9]

Estas declarações levantam tantas perguntas quanto fornecem respostas. Pondo de lado por um momento as questões relacionadas com uma “dissolução”/“desintegração dos seus elementos” “única” e “acelerada” do corpo por seres super-humanos,  somos primeiro confrontados com questões respeitantes a exatamente quando, onde e o que ocorreu.

Aparentemente, rolar a pedra para o lado era necessário para que a dissolução fosse realizada fora da câmara mortuária. Será que isto implica que as bandagens foram removidas com o corpo, e depois foram levadas de volta para onde o corpo antes jazia? Se sim, por quê? Por duas vezes O Livro de Urântia refere-se às bandagens como “aparentemente intactas”. Este é um documento afamado por seu uso rigoroso da linguagem. Será isto feito para sugerir que tudo, o ST, o SO, as bandagens e o corpo, foram todos levados para fora, que a questão de remover as bandagens do corpo foi de alguma maneira feito separadamente antes da dissolução do corpo, e que depois tudo foi colocado novamente dentro?

É dito que o ST tem sobre ele uma imagem “dupla superficial”. Será que o processo de remover as bandagens do corpo criou uma imagem e depois a dissolução criou outra?

Será que a cena foi criada de maneira a dificultar sua explicação? Foram as coisas feitas intencionalmente pelos anjos para criar uma camada adicional de mistério? Será que estavam tentando impedir-nos de sermos opiniosos demais sobre coisas que de qualquer maneira não temos nenhuma esperança real de explicar?

Como é óbvio, não há qualquer ciência concreta sobre como uma intervenção angélica relativamente à aceleração da dissolução de um corpo pode imprimir uma imagem. Este relatório não pretende ser presunçoso ao ponto de tentar dar tal explicação. Os leitores serão deixados com suas próprias sensibilidades “intuitivas” para correlacionarem a informação que se segue com o que O Livro de Urântia diz sobre este processo em relação à imagem no ST. Porém, a conclusão do relatório fornecerá alguma informação adicional de O Livro de Urântia relativamente à questão das relíquias e como isso se conjuga com o assunto do ST.

Com todas estas questões e qualificações em mente, vamos voltar nossa atenção para relatórios científicos relativamente à imagem do ST que estão correlacionados com a informação fornecida em O Livro de Urântia.


Aspectos fundamentais da imagem

O Centro de Colorado para o Sudário de Turim tem um site (www.shroudofturin.com) no qual está postado um artigo chamado The Shroud and Modern Science – An Essay [O Sudário e a ciência moderna – um ensaio]. Este artigo destaca algumas das características-chave do Sudário que são geralmente compatíveis com a hipótese de “descarga de corona” para a criação da imagem. As descargas de corona são de natureza elétrica e estão diretamente relacionadas com a criação de imagens fotocopiadas. É de esperar que os leitores não considerem ser forçado sugerir que a afirmação em O Livro de Urântia (“Os restos mortais de Jesus passaram pelo mesmo processo natural de desintegração dos seus elementos que é característica comum a todos os corpos humanos na Terra, exceto que, do ponto de vista do tempo, esse modo natural de dissolução foi extremamente acelerado, apressado, chegando até mesmo a ser quase instantâneo”) provavelmente signifique que algum tipo de atividade elétrica foi associado a este processo. Depois de fazer uma resenha de alguns destaques de O Sudário e a ciência moderna – um ensaio, vamos olhar mais de perto a hipótese da descarga de corona.

O valor científico da descoberta de Pia [a primeira pessoa a fotografar o ST] é duplo. Primeiro, o sombreado da imagem do corpo no Sudário é como um negativo, onde as nuances de luz e sombra são inversas ao que é normal ver-se na experiência visual comum. Ou seja, estamos habituados a ver as pessoas com realces luminosos e sombras escuras. Mas no Sudário, esta convenção de sombreamento está invertida. A questão imediata que surge deste resultado é: como seria possível que o Sudário sensatamente fosse a obra de um artista ou artesão? Tal pessoa trabalhando na Idade Média ou antes, aparentemente, teria que trabalhar com uma estrutura de sombreamento absolutamente inusual e anormal antes do advento da fotografia. O segundo aspecto significativo da descoberta de Pia é que a densidade de informação (ou correlação com as sutilezas anatômicas do corpo humano) é extremamente elevada, ultrapassando de longe o que seria de esperar das interpretações artísticas normais da forma humana. É por esta razão que a imagem no Sudário tem sido comparada a uma fotografia.28


Este mesmo artigo prossegue afirmando:

Em 19 de fevereiro de 1976, Jackson levou uma foto do Sudário para o laboratório de análise de imagem de Bill Mottern. A imagem do Sudário foi vista com um aparelho chamado Analisador de Imagem VP-8, um computador analógico que converte a intensidade da imagem diretamente em relevo vertical. Surpreendentemente, a imagem de relevo tinha um aspecto anatômico bem plausível, até mesmo aos detalhes sutis do rosto. A Figura 3 mostra o relevo VP-8 da totalidade da imagem frontal do corpo no Sudário junto com o negativo da fotografia de Enrie a partir do qual foi derivada. É interessante ver como as intensidades dos diversos traços da imagem na foto de Enrie (p. ex., rosto, peito, mãos, etc.) foram interpretados pelo VP-8 como níveis correspondentes de relevo. Claramente, a estrutura 3D global da imagem VP-8 assemelha-se a uma forma humana realista.

Se agora considerarmos a imagem de relevo do rosto, mostrado na Figura [5], vemos (dentro das capacidades de resolução do sistema VP-8) que é reproduzida com precisão a inteira estrutura facial em 3D de um rosto humano. Por exemplo, vemos que o nariz é mais elevado do que as maçãs do rosto, as quais são ambas mais elevadas do que as órbitas oculares, etc. também podemos ver que a estrutura de relevo dos lábios está em uma relação 3D adequada com o nariz e as maçãs do rosto. Se comparamos com a imagem facial de Enrie, podemos ver com precisão por que o relevo VP-8 tem estas características. Vemos que o nariz está demarcado com o relevo mais elevado por ter a maior intensidade luminosa (ver novamente a Figura [5]). As maçãs do rosto são menos luminosas e, consequentemente, acabam tendo menos relevo topográfico do que o nariz.

É importante reconhecer que o relevo VP-8 foi gerado de uma única função de relevo versus intensidade aplicado uniformemente por toda a imagem do Sudário de Turim. Assim, a correlação de intensidade do 3D é uma característica fundamental da estrutura da imagem no Sudário. A característica tridimensional é discutida em detalhe por Jackson et al.

[…] Além disso, somos desconhecedores de quaisquer exemplos artísticos na história em que alguém procurasse intencionalmente imprimir à estrutura de intensidade de sua obra um significado tridimensional. 29



(Na próxima edição da revista Luz & Terra continuaremos este estudo no qual serão apresentadas as correlações entre a descrição contida em O Livro de Urântia e as constatações científicas quanto aos dois misteriosos Sudários).

[Tradução do inglês por Pedra de Roseta, www.pedraderoseta.com.br]


 

Halbert Katzen é o fundador e diretor do projeto UBtheNEWS. O UBtheNEWS documenta como novas descobertas e avanços científicos estão cada vez mais alcançando o extenso e detalhado relato sobre o desenvolvimento da vida e da civilização humana em nosso planeta  apresentado pelo Livro de Urântia.

Para aprofundar, leia:


Título: O Livro de Urântia

Coordenação: Associação Urântia do Brasil

Sinopse:
'O livro de Urântia' é composto por quatro partes - Parte I - O universo central e os superuniversos; Parte II - O universo local; Parte III - A história de Urântia; Parte IV - A vida e os ensinamentos de Jesus.

Nota – Para comprar o livro, clique na capa.

 

 
Data: 01/03/2010
 
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