InglêsEspanholItalianoFrancês


  Primeira página
  Solidariedade
  Consciência
  Ciência & Cultura
  Natureza & Nós
  Arte & Diversão
  Crônicas & Opinião
  Saúde & Bem-Estar


Nome:

E-mail:

 
Tamanho da Fonte: A A A
 
O rosto do Mestre (1)
 
Autor(a): Halbert Katzen

Seria este o rosto do Mestre?... ou, pelo menos, a sua representação artística mais próxima da realidade?

Este artigo traz a primeira parte de um estudo aprofundado sobre as correlações entre as informações que surgem em O Livro de Urântia quanto ao destino do corpo de Jesus após a crucificação e duas misteriosas relíquias: o Sudário de Turim e o Sudário de Oviedo.

Para nós é uma viagem apaixonante, onde se faz mais próxima a percepção do transcendentalismo da realidade. Venha conosco mergulhar neste radiante mistério...


Relatório do Sudário de Turim

Preparado por Halbert Katzen (Tradução do inglês por Pedra de Roseta, www.pedraderoseta.com.br) com agradecimentos especiais a Roger Basset, Phil Calabrese, PhD, e Donna Whelan


O Livro de Urântia diz que os anjos executaram uma desintegração dos elementos do corpo de Jesus acelerada no tempo, e isto tem correlações intrigantes com a imagem encontrada no Sudário de Turim. O livro diz que o corpo ressurreto de Jesus era como o dos anjos e que seu corpo físico ainda jazia na sepultura depois da ressurreição e que foi dada autorização aos anjos, sob pedido de um arcanjo, para desencadearem a dissolução acelerada de seus restos mortais. Esta autorização foi pedida e concedida de maneira a que eles não tivessem que presenciar a decomposição de seu corpo. As correlações têm principalmente a ver com a natureza superficial da imagem gravada no Sudário e teorias correntes sobre descarga de corona (http://pt.wikipedia.org/wiki/Descarga_de_corona) e medicina nuclear por imagem (http://pt.wikipedia.org/wiki/Medicina_nuclear).

Além disso, há correlações intrigantes relacionadas com o Sudário de Oviedo, um lenço de rosto que se diz ter coberto o rosto de Jesus como parte do processo de sepultamento.

O objetivo principal do projeto UBtheNEWS é documentar, e informar as pessoas sobre, as numerosas formas pelas quais a ciência tem vindo a acompanhar O Livro de Urântia.1 Sua qualidade singular de credibilidade está baseada no fato de as ciências estarem corroborando de maneira crescente informação que consta de O Livro de Urântia – informação que era inconsistente com as opiniões defendidas pela maioria dos estudiosos, ou simplesmente nem era considerada pelas autoridades científicas, quando O Livro de Urântia foi publicado pela primeira vez, em 1955.

No entanto, o propósito não é tentar provar nada com respeito à alegada origem sobre-humana de O Livro de Urântia. Ninguém reivindica ter escrito O Livro de Urântia; o texto vindica autoria angélica. Qualquer que seja a qualidade singular de credibilidade que possa ter, o projeto UBtheNEWS não está reivindicando que este padrão prove seja o que for da origem do livro ou sobre qualquer outra informação que seja fornecida nas suas páginas. O propósito é simplesmente despertar interesse por O Livro de Urântia.2

Apesar de a investigação científica do Relatório do Sudário de Turim, que ocorreu depois de 1955, fornecer correlações com as afirmações feitas em O Livro de Urântia sobre o que aconteceu ao corpo de Jesus, estas correlações não acrescentam significativamente à sua credibilidade; estas correlações não são corroborações. (Será usada a sigla ST para designar Sudário de Turim, por ser comumente utilizada na literatura científica que será referenciada neste relatório.)

O Livro de Urântia é provavelmente o único documento no mundo que dá detalhes específicos sobre como a ressurreição ocorreu e o que exatamente aconteceu ao corpo de Jesus. A este respeito, espero que a comunidade cristã em geral, e especialmente aquelas pessoas que têm estado intrigadas com o ST, considerem esta informação extremamente interessante.

Este relatório não repassa extensamente o enorme volume de literatura científica que se desenvolveu relativamente à autenticidade do ST. As evidências refutando a autenticidade do ST são grandemente ignoradas porque este relatório é somente sobre as intrigantes correlações que existem entre o ST e O Livro de Urântia; nenhuma tentativa é feita neste relatório para se fazer “peritagem” ou “persuasão”. Os leitores são simplesmente convidados a apreciarem este relatório pelo que ele é, dentro do contexto de suas próprias limitações e qualificações autoimpostas.


Organização do Relatório sobre o Sudário de Turim

Desafios singulares relacionados com o Relatório sobre o Sudário de Turim: São brevemente abordados diversos desafios particularmente relacionados com este relatório. Eles incluem a apresentação de material de O Livro de Urântia, a autenticidade do ST, questões de credibilidade e padrões para fazer a correlação entre o ST e O Livro de Urântia.

Citações de O Livro de Urântia: Será fornecida uma seleção de citações relacionadas com este tópico de maneira a dar ao leitor uma oportunidade de obter um sentido geral de como O Livro de Urântia conta a história, o tipo de detalhes que fornece e a maneira pela qual apresenta a informação.

Datação do Sudário de Turim: Este relatório fornece uma breve apresentação da questão da datação por carbono. Depois é examinado o significado de uma relíquia menos conhecida mas estreitamente relacionada, o Sudário de Oviedo (SO), seguindo-se uma discussão sobre estas duas relíquias relacionadas com as afirmações feitas em O Livro de Urântia.

A imagem: É feita uma breve resenha de alguns dos aspectos da imagem do ST mais intrigantes e difíceis de explicar cientificamente. Igualmente, são observadas algumas das teorias mais atuais que parecem fornecer algumas pistas importantes relativamente ao que aconteceu. Estes aspectos da imagem estão correlacionados com afirmações feitas em O Livro de Urântia.

Conclusão: Considera-se que algumas declarações de O Livro de Urântia refletem a sabedoria contra-intuitiva associada com permitir-se que tais relíquias fossem deixadas para trás. “Contra-intuitivo” relativamente às afirmações feitas em O Livro de Urântia sobre a importância de Jesus não deixar relíquias para trás. “Permitindo” no sentido de, presumivelmente, os panos poderem ter sido removidos junto com o corpo.

(Em comparação com os outros relatórios do UBtheNEWS, este apresenta alguns desafios singulares. Para uma resenha destas questões, veja no final a nota do artigo.)3


Citações de O Livro de Urântia


Não é possível fornecer citações de O Livro de Urântia relacionadas com o ST sem tocar em alguns aspectos teológicos e cosmológicos de O Livro de Urântia. Num esforço para não se desviar demais destes aspectos do livro, que são temas muito envolvidos e detalhados, serão feitas algumas declarações gerais para ajudar o leitor a compreender melhor o material citado.

Os leitores deveriam estar cientes de que não está sendo feita nenhuma tentativa de utilizar terminologia teológica e cosmológica da maneira que os termos teológicos e cosmológicos são usados em O Livro de Urântia. Antes, as definições mais comuns das palavras vão ser usadas “conforme o dicionário”, de maneira que os leitores que não estejam familiarizados com O Livro de Urântia não precisem de lições sobre as formas específicas e singulares em que O Livro de Urântia utiliza tal terminologia.

O Livro de Urântia descreve diversas ordens angélicas e outros seres celestiais em grande detalhe, fornecendo uma ilustração abrangente da administração e organização do universo. Essas descrições concentram-se especialmente nos vários mundos para onde vamos quando, depois da morte, formos ressurretos e começarmos uma aventura de desenvolvimento espiritual progressivo, levando-nos à perfeição espiritual na presença/localização de Deus.

Enquanto que os diversos parágrafos seguintes sobre a teologia e cosmologia de O Livro de Urântia sem dúvida que suscitarão mais perguntas do que darão respostas, é de esperar que também forneçam aos leitores uma base para entender, mais ou menos, as seleções de O Livro de Urântia que estão incluídas como parte do Relatório do Sudário de Turim.

Apesar de O Livro de Urântia de fato apoiar a realidade da existência de um aspecto trino do Deus eterno, Jesus não é considerado como o Filho da Trindade. Antes, O Livro de Urântia declara que quando o Deus eterno e infinito decidiu criar a vida nos reinos do tempo e do espaço, foi estabelecida uma ordem de filhos perfeitos para expressarem este aspecto criador das Prerrogativas do Criador. Esta ordem de filhos, conhecida em O Livro de Urântia como “Filhos Criadores”, tem atribuída a si um segmento do universo, não diferente da maneira como uma nação pode se dividir em estados. Cada um destes Filhos Criadores, que são “soberanos” e criadores de sua seção do universo (cada uma chamada de Universo Local), reflete uma qualidade e expressão singular da natureza combinada do Pai Universal e do Filho Eterno. Tal como um prisma refrata a luz branca num arco-íris de cores, pode dizer-se que a realidade do espaço-tempo refrata a luz branca do Deus eterno num espectro de cores, e que os Filhos Criadores expressam a perfeita personificação dos potenciais criadores na associação do Pai Universal com o Filho Eterno. De acordo com O Livro de Urântia, é por isso que Jesus declarou que “aquele que me viu, viu o Pai” e por que ele passou a ser confundido com o Filho Eterno.

O nome Michael é usado para designar Jesus em sua condição antes de encarnar neste planeta e depois da sua ressurreição. O nome do nosso Universo Local é Nebadon. O “anjo” mais elevado na administração de Nebadon (depois de Michael) é conhecido como Gabriel. Portanto, com respeito aos seres espirituais que estão envolvidos na administração espiritual de Nebadon, Gabriel ficou encarregado do governo quando Michael encarnou como Jesus. O processo de encarnação acontece “uma vez na eternidade”, o que, entre outras coisas, é concebido para providenciar uma expressão-padrão da natureza do amor de Deus e nos inspirar em nossas tentativas de alcançar a perfeição divina. Além disso, é dito que a experiência da encarnação serve para beneficiar a natureza existencialmente perfeita de Michael com uma contraparte experiencial. A aptidão desta contraparte experiencial com sua natureza existencial é o que providencia a base para o ensinamento de que depois da ressurreição “todo o poder no céu e na terra” foi colocado em suas mãos.

Dito isto, as pessoas não familiarizadas com O Livro de Urântia deverão estar mais ou menos preparadas para entenderem razoavelmente as próximas citações relacionadas com o sepultamento de Jesus e o destino de seu corpo físico. Passemos às citações:

"Nesse meio tempo, José de Arimatéia, acompanhado de Nicodemos, foi até Pilatos para pedir que o corpo de Jesus lhes fosse entregue para um sepultamento adequado. Não era incomum que os amigos das pessoas crucificadas oferecessem subornos às autoridades romanas, para conseguirem o privilégio de ter a posse de tais corpos. José foi diante de Pilatos levando uma grande quantia em dinheiro, caso viesse a ser necessário pagar pela permissão de transladar o corpo de Jesus a um sepulcro privativo. Pilatos, contudo, não quis aceitar dinheiro para isso. Quando ouviu o pedido, rapidamente assinou a ordem que autorizava José a ir ao Gólgota e imediatamente tomar posse plena e completa do corpo do Mestre." [LU 188: 0.3] (O Livro de Urântia, documento 188: seção 0. parágrafo 3)

"Uma pessoa crucificada não podia ser enterrada em um cemitério judeu; havia uma lei que proibia estritamente esse procedimento. José e Nicodemos conheciam essa lei e, no caminho de saída do Gólgota, decidiram sepultar Jesus no sepulcro novo pertencente à família de José, cavado em rocha maciça e localizado a uma pequena distância ao norte do Gólgota e do outro lado da estrada que conduzia à Samaria. Ninguém havia sido ainda sepultado nessa tumba e eles julgaram que seria apropriado que o Mestre descansasse ali. […]

Por volta de quatro e meia da tarde a procissão do enterro de Jesus de Nazaré partiu do Gólgota, em direção ao túmulo de José, do outro lado da estrada. O corpo, envolto em um lençol de linho, foi levado por quatro homens, seguidos pelas mulheres da Galiléia, que se mantiveram fiéis na vigília. Os mortais a carregarem o corpo material de Jesus até o sepulcro foram: José, Nicodemos, João e o centurião romano.

Eles levaram o corpo até dentro da tumba, uma câmara quadrada com cerca de três metros de lado, que prepararam apressadamente para o sepultamento. Os judeus de fato não enterravam os seus mortos; eles os embalsamavam. José e Nicodemos haviam trazido consigo grandes quantidades de mirra e de babosa, e enrolaram o corpo com bandagens saturadas dessas soluções. Quando terminaram de embalsamá-lo, ataram um pano em volta do rosto, envolveram o corpo em um lençol de linho e, com reverência, colocaram-no em uma das plataformas da tumba.


Após colocarem o corpo na tumba, o centurião fez um sinal para que os seus soldados ajudassem a rolar a pedra de fechamento, diante da entrada da tumba. […]

Entretanto, enquanto tudo isso estava acontecendo, as mulheres permaneciam escondidas perto e à mão, de modo que viram todas as coisas; e observaram onde o Mestre havia sido sepultado. Escondiam-se assim por não lhes ser permitido participarem junto com os homens de momentos como esses. Essas mulheres achavam que Jesus não havia sido preparado apropriadamente para o sepultamento e, entre si, fizeram um acordo de voltar à casa de José, descansar no sábado, preparar especiarias e unções; e, então, de retornar no domingo pela manhã para preparar o corpo do Mestre de modo apropriado para o descanso da morte. As mulheres que ficaram assim perto da tumba nessa sexta-feira à tarde foram: Maria Madalena, Maria, a esposa de Clopas, Marta, uma outra irmã da mãe de Jesus, e Rebeca, de Séforis."[LU 188:1.2-5, 7] (O Livro de Urântia, documento 188: seção 1. parágrafo 2 a 5. parágrafo 7)

"Depois de ressuscitado, Jesus emergiu do sepulcro; o corpo de carne no qual ele tinha vivido e trabalhado na Terra por quase trinta e seis anos ainda jazia lá no nicho do sepulcro, envolto no lençol de linho, exatamente como havia sido colocado, para descansar, por José e pelos seus amigos, na sexta-feira à tarde. Nem a pedra diante da entrada do sepulcro havia sido movida para nada; o selo de Pilatos permanecia intacto ainda; os soldados ainda estavam de guarda. Os guardiães do templo tinham estado em vigia contínua; a guarda romana havia sido mudada à meia-noite. Nenhum desses vigias suspeitava de que o objeto da sua vigia havia se levantado em uma nova forma mais elevada de existência; e de que o corpo que eles estavam guardando agora não era senão um envoltório exterior descartado que não tinha mais nenhuma ligação com a personalidade moroncial [LU 0:5.12] (O Livro de Urântia, documento 0: seção 5. parágrafo 12) liberada e ressuscitada de Jesus." [LU 189:1.2] (O Livro de Urântia, documento 189: seção 1. parágrafo 2)

"O seu corpo material ou físico não é uma parte da personalidade ressuscitada. Quando Jesus saiu do sepulcro, o seu corpo de carne permaneceu intacto no sepulcro. Ele emergiu da tumba sem mover as pedras diante da entrada e sem romper os selos de Pilatos." [LU 189:1.7] (O Livro de Urântia, documento 189: seção 1. parágrafo 7)


O CORPO MATERIAL DE JESUS

"Às três e dez, enquanto o Jesus ressuscitado confraternizava com as personalidades moronciais reunidas, vindas dos sete mundos das mansões de Satânia, o dirigente dos arcanjos – anjos da ressurreição – aproximou-se de Gabriel e pediu-lhe o corpo mortal de Jesus. E o dirigente dos arcanjos disse: 'Podemos não participar da ressurreição moroncial da experiência de auto-outorga de Michael, nosso soberano, mas gostaríamos de ter os seus restos mortais sob a nossa custódia para dissolução imediata. Não nos propomos empregar a nossa técnica de desmaterialização; meramente queremos invocar o processo do tempo acelerado. Suficiente para nós já é havermos visto o Soberano viver e morrer em Urântia; as hostes dos céus seriam poupadas da recordação de ter de suportar a visão da degradação lenta da forma humana do Criador e Sustentador de um universo. Em nome das inteligências celestes de todo o Nébadon, peço um mandato dando a mim a custódia do corpo mortal de Jesus de Nazaré e o poder de procedermos à sua dissolução imediata'.

[…] foi dada ao porta-voz dos arcanjos das hostes celestes a permissão para que ele dispusesse dos restos físicos de Jesus como julgasse conveniente.

Depois de ser-lhe concedido esse pedido, o dirigente dos arcanjos convocou para ajudá-lo muitos dos seus companheiros, junto com uma numerosa hoste de representantes de todas as ordens de personalidades celestes e então, com o auxílio das criaturas intermediárias de Urântia, eles deram prosseguimento à tomada de posse do corpo físico de Jesus. Esse corpo de morte era uma criação puramente material; era físico e real; não poderia ser removido do sepulcro, como havia sido removida a forma moroncial da ressurreição, escapando do selo sepulcral. Com a ajuda de algumas personalidades moronciais auxiliares, a forma moroncial, em um momento, pode se fazer como espírito, de um modo tal que se torne indiferente à matéria comum, enquanto em um outro momento ela pode tornar-se discernível e contatável para os seres materiais, como os mortais deste reino.

Enquanto eles se preparavam para remover o corpo de Jesus do sepulcro, antes de dispor dele de um modo preparatório de modo a dar-lhe uma dissolução quase instantânea condigna e de modo reverente, foi designado às criaturas secundárias de Urântia que rolassem as pedras afastando-as da entrada da tumba. A maior dessas duas pedras era circular e imensa, muito semelhante a uma roda de moinho que se movia em um sulco marcado na rocha, de um modo tal que podia ser rolada para frente e para trás, a fim de abrir ou fechar a tumba. Quando os guardas judeus vigilantes e os soldados romanos, sob a luz escassa na madrugada, viram essa imensa pedra começar a rolar saindo da entrada do sepulcro, aparentemente por si mesma – sem quaisquer meios visíveis a explicar esse movimento –, eles foram tomados pelo medo e pelo pânico e correram, abandonando depressa o local. Os judeus correram para as suas casas, voltando depois para reportar o acontecido ao seu capitão no templo. Os romanos correram para a fortaleza de Antônia e contaram o que haviam visto ao centurião, tão logo ele chegou ao seu posto.

Os líderes judeus começaram uma sórdida operação para livrar-se supostamente de Jesus oferecendo subornos ao traidor Judas, e agora, ao defrontar-se com essa situação embaraçosa, em vez de pensar em punir os guardas por desertarem do seu posto, recorreram ao expediente de subornar esses guardas e os soldados romanos. Pagaram a cada um desses vinte homens uma quantia em dinheiro e instruíram-nos a dizer a todos: 'Enquanto dormíamos durante a noite, os seus discípulos precipitaram-se sobre nós e levaram o corpo'. E os líderes judeus fizeram promessas solenes aos soldados de defendê-los perante Pilatos, caso chegasse ao conhecimento do governador que eles haviam aceitado um suborno.

A crença cristã na ressurreição de Jesus tem sido baseada no fato do 'sepulcro vazio'. Foi real e verdadeiramente um fato que o sepulcro estivesse vazio, mas essa não é a verdade da ressurreição. A tumba estava real e verdadeiramente vazia quando os primeiros crentes chegaram, mas esse fato, associado ao da indubitável ressurreição do Mestre, levou à formulação de uma crença que não era verdadeira: o ensinamento de que o corpo material e mortal de Jesus levantou-se da cova. A verdade relacionada às realidades espirituais e aos valores eternos nem sempre pode ser deduzida de uma combinação de fatos aparentemente reais. Ainda que os fatos individualmente possam ser materialmente verdadeiros, não significa que a conjunção de um agrupamento de fatos deva necessariamente conduzir a conclusões espiritualmente verdadeiras.

O sepulcro de José estava vazio, não porque o corpo de Jesus haja se recuperado ou ressuscitado, mas porque as hostes celestes tiveram o seu pedido concedido, o pedido de dar a ele uma dissolução especial e única, um retorno do “pó ao pó”, sem a intervenção das demoras do tempo e sem a operação dos processos ordinários e visíveis de decadência mortal e de decomposição material.

Os restos mortais de Jesus passaram pelo mesmo processo natural de desintegração dos seus elementos que é característica comum a todos os corpos humanos na Terra, exceto que, do ponto de vista do tempo, esse modo natural de dissolução foi extremamente acelerado, apressado, chegando até mesmo a ser quase instantâneo." [LU 189:2.1-8] (O Livro de Urântia, documento 189: seção 2. parágrafo 1 a 8)

"Um pouco antes das três horas, nesse domingo de manhã, quando os primeiros sinais do dia começaram a surgir no lado leste, cinco daquelas mulheres partiram para a tumba de Jesus. Elas haviam preparado uma boa quantidade de loções balsâmicas especiais, e levavam consigo muitas bandagens de linho. O seu propósito era preparar melhor o corpo de Jesus, com os ungüentos fúnebres, envolvendo-o cuidadosamente com novas bandagens.

As mulheres que saíram para a missão de ungir o corpo de Jesus foram as seguintes: Maria Madalena, Maria, a mãe dos gêmeos Alfeus, Salomé, a mãe dos irmãos Zebedeus, Joana, a mulher de Cuza, e Susana, a filha de Ezra de Alexandria.

Eram cerca de três e meia quando as cinco mulheres, carregadas com os seus ungüentos, chegaram diante da tumba vazia. Enquanto passavam pelo portão de Damasco, elas encontraram inúmeros soldados correndo para a cidade, relativamente tomados de pânico; e isso as levou a parar por uns poucos minutos; mas, vendo que nada mais acontecia, retomaram a sua caminhada.

E ficaram muito surpresas ao ver a pedra rolada para fora da entrada do sepulcro pois até, enquanto estavam vindo, entre si, chegaram a dizer: 'Quem nos ajudará a rolar a pedra?' Então elas puseram a sua carga no chão e começaram a olhar umas para as outras, temerosas e em grande espanto. Enquanto estavam ali de pé, atônitas, tremendo de medo, Maria Madalena aventurou-se a contornar a pedra menor e ousou entrar no sepulcro aberto. Essa tumba de José ficava no seu jardim, nas colinas, do lado leste da estrada, e também dava face para o lado leste. A essa hora, apenas a luz da madrugada de um novo dia permitiu a Maria ver o local onde o corpo do Mestre havia sido colocado e discernir que ele não mais estava ali. No recesso da pedra, onde haviam deitado Jesus, Maria viu apenas o pano dobrado, em que a sua cabeça estivera repousando e as bandagens, com as quais havia sido envolto, todas intactas e dispostas sobre a pedra, tal qual estiveram antes de as hostes celestes haverem levado o corpo. O lençol que o cobria encontrava-se aos pés do nicho fúnebre.

Depois de permanecer na entrada da tumba por uns poucos momentos (ela não havia visto nada claramente, tão logo entrara na tumba), Maria viu que o corpo de Jesus não se encontrava lá e que no seu lugar estavam apenas alguns tecidos fúnebres, e ela soltou um grito de alarme e angústia. Todas as mulheres ficaram extremamente nervosas; tinham estado nos seus limites de tensão desde que encontraram os soldados em pânico na entrada da cidade e, quando Maria soltou o grito de angústia, elas ficaram aterrorizadas e saíram dali mais do que depressa. E não pararam até que tivessem percorrido todo o caminho, até o portão de Damasco. Nesse momento Joana deu por si, de que elas tinham abandonado Maria; e reuniu as suas companheiras para voltarem ao sepulcro.

À medida que se aproximaram do sepulcro, a amedrontada Madalena, que ainda mais aterrorizada ficara quando não encontrou as suas irmãs esperando por ela, ao sair da tumba, agora corria para elas, exclamando agitadamente: 'Ele não está lá – levaram-no embora!' E ela as conduziu de volta ao sepulcro; e todas entraram e viram que estava vazio.

Todas as cinco mulheres então se sentaram na pedra próxima da entrada para conversarem sobre a situação. Ainda não lhes havia ocorrido que Jesus havia ressuscitado. Haviam permanecido sozinhas e isoladas todo o sábado; e então conjecturaram que o corpo pudesse haver sido removido para outro local de descanso. Mas, quando elas refletiram sobre tal solução para o seu dilema, não conseguiram explicação para o fato de os tecidos fúnebres estarem tão arrumados; como poderia o corpo ter sido removido, já que as próprias bandagens, nas quais estivera envolto, tinham sido deixadas na mesma posição e aparentemente intactas na prateleira mortuária?

Enquanto essas mulheres estavam sentadas ali, durante aqueles momentos da madrugada desse novo dia, elas viram a um canto um vulto estranho, calado e imóvel. Por um momento ficaram de novo amedrontadas, mas Maria Madalena, correndo até lá e dirigindo-se a ele como se fosse o jardineiro, disse: 'Para onde tu levaste o Mestre? Onde o puseram? Dize-nos para que possamos ir lá buscá-lo'. Quando o estranho não respondeu a Maria, ela começou a chorar. Então Jesus falou a elas, dizendo: 'A quem procurais?' Maria disse: 'Procuramos por Jesus, que foi colocado para descansar na tumba de José, mas ele se foi. Sabes para onde o levaram?' Então Jesus disse: 'E esse Jesus não vos disse, na Galiléia mesmo, que morreria, mas que se levantaria novamente?' Essas palavras assombraram as mulheres, mas o Mestre estava tão mudado que elas ainda não o reconheceram, de costas que estava para a escassa luz. E enquanto elas pesavam as suas palavras, ele dirigiu-se a Madalena com uma voz familiar, dizendo: 'Maria'. E quando então ouviu essa palavra, dita com uma compaixão tão bem conhecida e em saudação afetuosa, ela soube que era a voz do Mestre; e, correndo, ajoelhou-se aos seus pés, ao mesmo tempo em que exclamava: 'Meu Senhor, e meu Mestre!' E todas as outras mulheres reconheceram que era o Mestre que estava diante delas na forma glorificada, e depressa se ajoelharam diante dele. […]

Quando Maria tentou abraçar os seus pés, Jesus disse: 'Não me toques, Maria, pois eu não sou mais como tu me conheceste na carne. Nesta forma eu permanecerei convosco, por uma temporada, antes de ascender ao Pai. Mas agora ide, todas vós, e dizei aos meus apóstolos – e a Pedro – que eu ressuscitei, e que vós já falastes comigo'.

Após recuperarem-se do choque de um tal assombro, essas mulheres apressaram-se de volta à cidade, indo para a casa de Elias Marcos, onde contaram aos dez apóstolos tudo o que lhes havia acontecido; mas os apóstolos não ficaram inclinados a acreditar nelas. A princípio pensaram que as mulheres haviam tido uma visão, mas quando Maria Madalena repetiu as palavras com as quais Jesus tinha dirigido-se a elas, e, quando Pedro ouviu o seu nome ser pronunciado, ele correu para fora da sala de cima, seguido por João, em grande pressa para chegar ao sepulcro e ver essas coisas por si próprio.

As mulheres repetiram a história daquela conversa com Jesus para os outros apóstolos, mas eles não acreditaram, e não foram ver por si próprios, como o haviam feito Pedro e João.


PEDRO E JOÃO NO SEPULCRO

Enquanto os dois apóstolos corriam para o Gólgota até a tumba de José, os pensamentos de Pedro alternavam-se entre medo e esperança; ele temia encontrar o Mestre, mas a sua esperança era estimulada pela história de que Jesus havia mandado uma palavra especial para ele. E ele achava-se quase persuadido de que Jesus estava realmente vivo; relembrou-se da sua promessa de que ressuscitaria no terceiro dia. Por mais estranho que pudesse parecer, essa promessa não havia sido lembrada por Pedro, desde a crucificação até este momento, em que ele corria para o norte, atravessando Jerusalém. À medida que João apressadamente saía da cidade, um estranho êxtase feito de júbilo e de esperança inundava a sua alma. Ele estava quase convencido de que aquelas mulheres realmente haviam visto o Mestre ressuscitado.

João, sendo mais jovem do que Pedro, ultrapassou-o e chegou primeiro à tumba. João permaneceu junto à entrada, olhando para dentro da tumba, que estava exatamente como Maria a havia descrito. Logo Simão Pedro chegou correndo e, entrando, viu a mesma tumba vazia com as mortalhas arrumadas de um modo peculiar. Quando Pedro saiu, João entrou e igualmente viu tudo por si próprio; e, então, sentaram-se na pedra para refletir sobre o que significava tudo o que eles haviam visto e ouvido. E enquanto estavam sentados lá, reviraram por completo nas suas mentes o que havia sido dito a eles sobre Jesus, mas não conseguiam perceber claramente o que havia acontecido.

Inicialmente Pedro sugeriu que a tumba houvesse sido saqueada, que inimigos houvessem roubado o corpo, talvez subornando os guardas. Mas João ponderou que a tumba não teria sido deixada tão arrumada se o corpo tivesse sido roubado, e também levantou a questão de como as bandagens puderam ser deixadas para trás, e aparentemente tão intactas. E de novo ambos voltaram à tumba para examinar mais de perto as mortalhas. Quando saíam da tumba pela segunda vez, eles encontraram Maria Madalena que retornara e chorava diante da entrada. Maria tinha ido até os apóstolos acreditando que Jesus se havia levantado-se da cova, mas quando todos recusaram-se a acreditar no que ela contava, ficou deprimida e em desespero. Queria voltar para junto da tumba, onde ela pensou haver ouvido a voz familiar de Jesus.

Enquanto Maria permanecia ali, depois de Pedro e João terem ido embora, de novo o Mestre apareceu para ela, dizendo: 'Não fiques em dúvida; tem a coragem de crer no que viste e ouviste. Volta aos meus apóstolos e de novo dize a eles que eu ressuscitei, que eu aparecerei para eles e que logo irei ter com eles na Galileia como prometi'.

Maria apressou-se a voltar à casa de Marcos e disse aos apóstolos que novamente havia ela conversado com Jesus, mas eles não acreditaram nela. E quando Pedro e João voltaram, eles pararam de ridicularizá-la e ficaram cheios de temor e de apreensão." [LU 189:4.3-10, 12-14; 189:5.1-5]

"Como era já típico dele, durante todo o dia, Pedro vacilou emocionalmente, entre a fé e a dúvida, a respeito da ressurreição do Mestre. Pedro não podia esquecer a visão das mortalhas dispostas na tumba, como se o corpo de Jesus houvesse evaporado de dentro delas." [LU 191:0.4]

"Quando os apóstolos se recusaram a crer naquilo que as cinco mulheres relataram, quanto a terem visto e falado com Jesus, elas se retiraram: Maria Madalena voltou ao sepulcro e as outras foram de volta para a casa de José, onde estas últimas contaram a sua experiência para a filha dele e às outras mulheres. E as mulheres acreditavam naquilo que ouviam. Pouco depois das seis horas, a filha de José de Arimatéia e as quatro mulheres que haviam visto Jesus seguiram para a casa de Nicodemos, e ali relataram todos esses acontecimentos a José, a Nicodemos, a Davi Zebedeu e aos outros homens reunidos lá. Nicodemos e os outros duvidaram da sua história, duvidaram de que Jesus houvesse ressuscitado dos mortos; e conjecturavam se os judeus não teriam removido o corpo. José e Davi estavam dispostos a acreditar no que ouviram, tanto que se apressaram a sair e inspecionar a tumba; e encontraram tudo exatamente como as mulheres haviam descrito. E foram os últimos a ver o sepulcro assim, pois o sumo sacerdote enviou o capitão dos guardas do templo para a tumba, às sete horas e trinta minutos, a fim de retirar de lá as mortalhas. O capitão enrolou-as todas no lençol de linho e atirou-as dentro de um precipício próximo." [LU 190:1.2]


(Na próxima edição da revista Luz & Terra continuaremos este estudo no qual serão apresentadas as correlações entre a descrição contida em O Livro de Urântia e as constatações científicas quanto aos dois misteriosos Sudários)

 

Halbert Katzen é o fundador e diretor do projeto UBtheNEWS. O UBtheNEWS documenta como novas descobertas e avanços científicos estão cada vez mais alcançando o extenso e detalhado relato sobre o desenvolvimento da vida e da civilização humana em nosso planeta  apresentado pelo Livro de Urântia.

Para aprofundar, leia:


Título: O Livro de Urântia

Coordenação: Associação Urântia do Brasil

Sinopse:
'O livro de Urântia' é composto por quatro partes - Parte I - O universo central e os superuniversos; Parte II - O universo local; Parte III - A história de Urântia; Parte IV - A vida e os ensinamentos de Jesus.

Nota – Para comprar o livro, clique na capa.

 

 
Data: 01/02/2010
 
Comentários:
 
Nome: Marlene Scarpelli
Fui criada em ambiente católico e nunca ouvi qualquer comentário acerca dessa ressureição relatada pelo Livro de Urantia. O que me foi ensinado, é que o Mestre tinha ressucitado com o seu corpo físico; logo, é algo inusitado, saber que na verdade, o corpo físico tinha se decomposto.
Data: 20/02/2010
 
Nome: deolinda
Tudo o que nos é "ensinado" ou melhor dizendo "induzido" por qualquer Organização que pretenciosamente se diz detentora da verdade absoluta, quase sempre é transmitido apenas nos conteúdos que servem o propósito das mesma, e raramente é proposto que "pensemos" e retiremos ensinamentos, tendo por base uma informação despretensiosa. Assim, na minha óptica, tudo o que se diz a respeito do passamento de Yahshua deve ser questionado
Data: 17/03/2010
 
Nome: maria
Deveras, Jesus não ressuscitou fisicamente.Foi criada uma grande confusão pela Igreja Romana. E esse Jesus da história ele está entre nós em cumprimento á promessa da segunda vinda para o juizo final mas a Igreja não reconhece sua autenticidade. Acesse INRI CRISTO.org.br Maria
Data: 05/04/2010

Clique aqui para comentar sobre esta matéria
Indique a um amigo esta matéria.

Todos os Direitos Reservados - © 2009 - www.luz-e-terra.com.br